Servidores rejeitam proposta de Galileu e anunciam ocupação da Câmara

Da Redação
Os servidores públicos municipais de Divinópolis fizeram assembleia na noite de terça-feira, 4, e rejeitaram a contraproposta salarial oferecida pelo prefeito Galileu Machado (PMDB). As informações são da Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis e Região Centro-Oeste (Sintram).
O prefeito ofereceu 4% de reposição salarial, sendo 2% retroativos a março e mais 2% em dezembro, a ser pago na folha de janeiro de 2018. Negou ainda o aumento no vale-refeição, como também rejeitou a revisão do Plano de Carreira, Cargos e Salários.
– Além de não contemplar as reivindicações dos servidores, Galileu Machado também se recusou a cumprir a lei municipal 8.083/2015, que fixa o gatilho salarial, tendo como indexador o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pela Fundação Ipead, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para os salários de março, o gatilho de 7,86%, índice acumulado no ano passado, já deveria ser incorporado aos salários do funcionalismo municipal, o que não foi feito pelo Executivo – diz o sindicato em nota divulgada na manhã desta quarta-feira, 5.
Na assembleia de terça, os servidores rejeitaram por unanimidade a contraproposta do Executivo e decidiram manter a pauta de reivindicações, que fixou em 12% o pedido de reposição. Ainda de acordo com o Sintram, esse índice representa os 7,86% do gatilho mais 4,27% referentes ao ano passado.
Na época, ainda segundo sindicato, o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) se negou a conceder a inflação acumulada no período, de 11,27%, e determinou a reposição de 7% em duas vezes.
Decisões
Durante a assembleia, os servidores tomaram as seguintes decisões:
- Manutenção da pauta de reivindicações, com pedido de 12% de reposição;
- Terça-feira, dia 11, às 14h, ocupação e uso da tribuna da Câmara Municipal;
- Ajuizamento de ação coletiva por assessoria jurídica especializada contratada pelo Sintram e Sintemmd (Sindicato dos Trabalhadores da Educação Municipal do Município de Divinópolis), cobrando o cumprimento da lei municipal do gatilho;
- Audiência Pública para debater as contas do Diviprev;
- Ato de protesto junto ao Judiciário de Divinópolis quando ocorrer o ajuizamento da ação coletiva;
- Ato de protesto no dia 28 de abril – adesão à paralisação nacional contra as reformas trabalhista e da Previdência.
Outro lado
Procurada pelo Portal Agora, a Prefeitura de Divinópolis informou que ainda não recebeu uma posição oficial do sindicato.
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