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Augusto Ambrosio Fidelis

Não é fácil ser mulher

Por Bruno
Não é fácil ser mulher

Augusto Fidelis

A cada dia aumenta o número de homens com desejo de ser mulher, uma inveja sem tamanho, mas não é fácil pertencer ao gênero feminino, isto desde as calendas do tempo. Vejamos: conta-nos o livro de Gêneses que a serpente induziu Eva a comer do fruto proibido. O alvo não era Eva, mas Adão. No entanto, se a serpente procurasse a Adão diretamente, talvez ele recusasse, porém, se Eva aceitasse o desafio, sem dúvida, ela arrastaria Adão nessa aventura. Adão estava entusiasmado com a presença da companheira e não lhe faria desfeita, recusando uma refeição conjunta.

Segundo os homens maliciosos, Eva foi a última obra de Deus. Se a tivesse criado antes, o Criador não conseguiria terminar o mundo e descansar no sétimo dia. Eva daria palpite em tudo. O homem, quando faz uso da palavra, tem de acionar um ponto do cérebro que fica no alto da cabeça, do lado esquerda. A mulher não precisa nada disso: usa todos os lados do cérebro e tem um estoque de sete mil palavras por dia, três mil a mais do que o homem.

Há vantagem em ser mulher? Sim, muitas, inclusive o privilégio de gerar outra vida, amamentá-la, cuidá-la e encaminhá-la no sentido de ser gente. A mulher tem um poder extraordinário. De acordo com o escritor e dramaturgo britânico Oscar Wides, não precisamos temer a mulher, mas sim o que ela leva o homem a fazer. Mas, justamente devido ao poder de persuasão, a mulher se torna vítima do homem ou mesmo de outra mulher.

Há poucos dias circulou a notícia de que uma menina de apenas doze anos havia se tornado a mulher de um traficante de 30, com o consentimento da mãe dela. Devido a interesse escusos, a mãe não defendeu a criança. O desembargador encarregado de analisar o caso entendeu que estava tudo certo. Mas logo veio a informação: o tal desembargador era acusado do mesmo crime, por isso absorveu o meliante.

Outra notícia apavorante: o parlamento do Afeganistão acabou de aprovar uma lei que permite aos maridos surrarem as suas esposas; no Irã, a mulher pode ser morta se deixar os cabelos à mostra. Apesar de ter criado uma religião que prega a morte dos infiéis, isto é, daqueles que não são muçulmanos, principalmente os cristãos, Maomé orientou a seus seguidores a tratarem bem a mulher. Não adiantou nada.

Se bem que, pensando bem, é desnecessário atravessar o mar em busca de atitudes extremas contra a mulher, porque fatos assim pululam muito próximos de nós. Ainda perturba aquele caso da mocinha que saiu de casa em Juatuba, para uma entrevista de emprego. Ao voltar para casa, não se sabe como, foi morta por alguém que a Justiça havia colocado em liberdade, mesmo sabendo que o sujeito não vale a água do batizado.

Então, não existe mulher trans. O que existe são homens desejosos de ser mulher, mas não carregam os atributos necessários a esta pretensão. Assim sendo, o dia 8 de março é dedicado à mulher original, autêntica, e não à genérica. Deus salve a Mulher!

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