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Política

Prefeitura se antecipa ao MP por risco de rejeição ao reajuste do IPTU

Por Portal Agora
Prefeitura se antecipa ao MP por  risco de rejeição ao reajuste do IPTU

 

Da Redação

A Prefeitura de Divinópolis se adiantou ao Ministério Público (MP) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), e protocolou uma notícia de fato nos órgãos, caso o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) não seja aprovado pelos vereadores mais uma vez. O Projeto de Lei Ordinária do Executivo Municipal (PLEM) 081/2018 foi protocolado pelo Poder Executivo, no dia 18 de outubro e aprova a planta genérica de valores do imposto a partir do exercício de 2019.

A proposta polêmica foi redistribuída no dia 9 de novembro, a pedido do vereador Edson Sousa (MDB) e agora encontra-se no gabinete da presidência. O procurador-geral do Município, Wendel Oliveira confirmou que a notícia de fato foi protocolada no MP e no TCE para que a Administração esteja resguardada, uma vez que o artigo 92 do Plano Diretor determina que a revisão da planta de valores do IPTU seja feita a cada quatro anos. A planta genérica de valores de Divinópolis está desatualizada há 25 anos.  

— O Município, por intermédio da minha pessoa, como procurador, está levando a conhecimento do Tribunal de Contas, do Ministério Público de Contas que o Executivo cumpriu a obrigação dele de mandar a planta de valores para a Câmara, cumprindo o artigo 92 do plano diretor que determina revisão de quatro em quatro anos —alegou.

Ainda segundo Wendel, em seu entendimento, ao protocolar o projeto de lei na Câmara, a Prefeitura cumpriu sua obrigação. O procurador ressaltou ao Portal Centro Oeste, que os vereadores podem rejeitar a proposta mais uma vez, porém terão que fundamentar a rejeição, uma vez que poderá caracterizar renúncia de receita.

— A Câmara pode rejeitar, mas é preciso que ela fundamente essa rejeição. Porque uma rejeição pura e simples pode configurar responsabilidade daqueles que rejeitaram porque pode redundar em uma renúncia fiscal – explicou.

Polêmica

O projeto mal aportou no Poder Legislativo e já causou alvoroço entre os vereadores. No final de outubro, o vereador César Tarzan (PP) chegou a afirmar em seu discurso, que a Prefeitura havia perdido o prazo para protocolar a proposta, e que a tramitação teria que ser suspensa. A declaração do parlamentar gerou uma nota do Poder Executivo, que chegou a dizer que o vereador estava “desinformado”.

— O citado vereador está se baseando apenas no trâmite do projeto dentro do Legislativo Municipal. Porém, os processos de distribuição do mesmo e inclusão na ordem do dia são prerrogativas da Casa, não gerando nenhum prejuízo ao prazo cumprido e oficializado através do Protocolo da Câmara, instrumento legal de recebimento de qualquer documento. Desta forma, o projeto encontra-se apto a ser apreciado pelos vereadores —argumentou.

 

 

 

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