Saúde volta a negar febre amarela em Divinópolis

Rafael Camargos
Com casos de morte de macacos comprovadas em Japaraíba e um de febre amarela em humanos comprovados em Lagoa da Prata, ambos os municípios, a cerca de 100 quilômetros de Divinópolis, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) convocou na tarde de ontem, 15, uma coletiva de impressa para esclarecer a situação. Além dos casos na região citados, recentemente, foram encontrados dois macacos mortos na cidade, um no bairro Niterói, já em estado avançado de decomposição e outro no Centro Industrial. De acordo com a secretaria, as mortes dos primatas podem ter ocorrido por alguma adversidade ou naturalmente. As vísceras foram encaminhadas para um laboratório no Pará, onde passarão por análises, mas inicialmente já está descartada a epizootia. O resultado deve ser divulgado nos próximos dias.
Surpreso
O epidemiologista da Semusa, Osmundo Santana Filho, explica que os indícios levam a crer que os animais morreram por uma queda e outro eletrocutado.
— Um dos micos foi encaminhado para a diretoria regional de saúde, que é o órgão que centraliza a coleta de amostras. Conversei com o técnico responsável pela retirada de vísceras e encaminhamento ao laboratório de referência no Pará, que é o Instituto Evandro Chagas, e ele foi categórico em considerar que a morte do mico foi decorrente de eletrocuto ou coisa parecida. Nenhuma evidência leva a crer que o animal tenha um quadro sugestivo de febre amarela — explicou Osmundo.
Informações divulgadas esta semana imprensa, deram conta de que o mico encontrado teria morrido por epizootia (morte de macacos por febre amarela). Ao saber do fato, o especialista se mostrou surpreso.
— Não temos nem casos de epizootia, que é a morte de macacos — frisou.
Situação
Para a diretora de Vigilância e Saúde da Semusa, Janice Soares, a situação em que Divinópolis se encontra hoje não é alarmante, uma vez que, a nota técnica enviada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) classificou o município com o risco 1 para a febre amarela, em três categorias.
— Um é a categoria mais tranquila, porque nós não temos casos de animais com febre amarela, e nem casos em humanos — disse Janice.
Segundo ela, o trabalho que vem sendo realizado pela Semusa só funciona com a ajuda da população.
— A equipe recolhe o material, como é o caso desses dois animais e enviamos para análises. Em princípio, não vamos considerar que foi um caso suspeito— finalizou.
Combate ao Aedes
Janice explicou que o controle de vetores está sendo intensificado por conta do aumento dos casos notificados na cidade.
— Estamos com equipes de bloqueio porque tivemos um aumento nos casos notificados de dengue — revela.
Vacinação
De acordo com a enfermeira da central de imunização da Semusa, Raquel Silva Assunção, na terça-feira, 14, a central de vacinas recebeu mais 10 mil doses para imunizar a população contra a doença.
Até a última semana haviam sido vacinados cerca de 16.020 mil divinopolitanos.
Somente a unidade do bairro Campina Verde não está realizando a imunização, todas as outras 35 salas estão abertas. Pedimos atenção especial às equipes rurais, para intensificar a busca de cartões atrasados — alertou Raquel que reitera sobre a importância da vacinação.
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