Sem concorrência

As eleições se aproximam cada dia mais e as mexidas no tabuleiro seguem a todo vapor. Algumas soam meio estranhas. Mas, no Brasil - país em questão - em se tratando de interesses próprios, não dá para duvidar de mais nada. Dentro deste contexto, a situação da federação entre PRD e Solidariedade, que promete provocar uma mudança brusca em suas bancadas mineiras, pode ser usada como exemplo. A coalizão vai "convidar a sair", sob às ordens do deputado Fred Costa todos os deputados federais e estaduais atualmente filiados aos dois partidos. No entanto, tem duas exceções: o próprio Fred e Dr. Frederico, ambos federais pelo PRD. A estratégia tem um único objetivo: garantir autonomia total a Costa para montar uma chapa nova, articulada e apropriada com tal potência, para que não haja concorrência interna. A meta é eleger cinco deputados federais e até seis estaduais em 2026. O propósito, não deixa de ser interessante, mas daí a ser correto e atingir os objetivos, é outra história.
Descartados
As "cartas fora do baralho", não são poucas, e muito menos desconhecidas. Em breve serão comunicadas. Na Câmara Federal, Pedro Aihara (PRD), que atualmente é substituído pelo empresário Fabiano Cazeca, Zé Silva (Solidariedade) e Weliton Prado, mesmo partido, vão receber cartas de anuência para buscar novos partidos. Na Assembleia Legislativa, os parlamentares serão atingidos mais ainda em cheio: os três do PRD — Roberto Andrade, Doorgal Andrada e Doutor Paulo — precisam buscar novas alternativas, assim como Professor Wendel, único representante do Solidariedade na Casa. Trata-se, pelo visto, de um ultimato. Ou seja: é sair ou sair. Se manda quem pode, obedecer significa correr a partir de agora para encontrar uma sigla que seja compatível com os interesses de cada um. Ao contrário, algumas candidaturas podem ficar ameaçadas.
Disputa interna
Enquanto uns querem provar a todo custo que mandam e não abrem de aparecer, o deputado Domingos Sávio, usa sua experiência e sensatez para acalmar os ânimos. Depois das últimas desavenças entre integrantes do próprio PL, para saber quem sai candidato a quê, presidente do partido em Minas, critica as atitudes, aliadas uma pretensa disputa interna sobre quem é verdadeiramente de direita. Sávio não cita nomes. Porém, não é preciso. O representante dos mineiros na Almg, Cristiano Caporezzo, afirma com todas as letras, se tratar dele o escolhido, ao responder um comentário do deputado federal Nikolas Ferreira, sobre uma possível escolha de Bolsonaro ao nome de Domingos Sávio para ser o principal ao Senado. Isso porque já havia afirmado anteriormente que este seria ele, após uma visita ao ex-presidente. Acredita piamente que o fato de ter carreira na Polícia Militar lhe dá esse direito. Ledo engano. Exemplos não faltam. Muitos, atuais.
Expulso do partido
Outra situação que merece ser citada ao se tratar do clima que antecede o ano eleitoral. O ministro do Turismo Celso Sabino, foi expulso do União Brasil, simplesmente pelo fato de continuar no governo Lula (PT). Ele se manifestou, nesta segunda-feira, 8, após a Executiva Nacional da legenda tomar tal atitude. Por meio de uma live, Sabino classificou a decisão como “equivocada” e “injusta”. Para o ministro, a intervenção ocorreu mesmo sem que houvesse qualquer descumprimento estatutário do diretório paraense. E quando a decisão é política e vingativa alguém segue normas de diretório? Até parece que ele próprio não sabe como funciona nos corredores e bastidores da "santa" política brasileira. Nestes locais, as cobras não engolem somente elas próprias, mas animais muito maiores e perigosos.
Encontro com prefeitos
Por falar no presidente Lula, ele vem a Minas, vai a Itabira, região Central, nesta quinta-feira,11. Aproveita a visita para participar de encontro com prefeitos, na Caravana Federativa, no Expominas, em Belo Horizonte. As constantes agendas no Estado - a 8ª em 2025 - se justifica por vários fatores: um deles, é a proximidade com políticos de seu partido que conseguem fazer uma boa articulação junto a diversos municípios. Outro também importante e decisivo neste momento, é o processo eleitoral no ano que vem. O petista não abre mão de lançar um candidato a governador, no segundo maior colégio eleitoral do país; e tenta articular para isso, já que Rodrigo Pacheco (PSD), ainda não disse sim ao seu pedido. E provavelmente, "sairá pela tangente", após ter sido preterido pelo presidente à vaga no Supremo.
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