Sem precedentes

Como resultado da operação “Gola Alva” que apurou supostos crimes cometidos na proposição e aprovação de projetos de lei de alteração de zoneamento urbano municipal, o juiz Mauro Riuji Yamane, da 2ª Vara Criminal de Divinópolis condenou os ex-vereadores Rodrigo Kaboja (PSD) a 27 anos, 1 mês e 9 dias de reclusão, e 166 dias-multa, e Eduardo Print Júnior (PSDB) a 13 anos e 4 meses de reclusão, e 63 dias-multa em regime inicialmente fechado, podendo recorrer em liberdade, vez que não se encontram presentes os elementos para o decreto da prisão preventiva. Eles foram condenados ainda a não frequentar as dependências da Câmara Municipal, danos morais coletivos e perdimento de bens e valores. Eduardo Print Júnior enviou nota à imprensa e também para a colunista na qual disse “Uma condenação sem provas e sem precedentes na nossa cidade.” E continua: “Continuo à disposição para esclarecimentos e estarei em busca de meus direitos enquanto cidadão”.
Estratégia
A colunista leu a respeitável sentença de 255 laudas e, salvo melhor juízo, o ex-vereador Kaboja usava a seguinte estratégia: criava dificuldades para vender facilidades e com isso envolvia o nome não somente de Print Júnior, mas também de outros vereadores conforme consta às fls. 112 da respeitável sentença e pelo fato de Print à época estar na presidência da Câmara, envolvia seu nome e pedia valores mais altos, mesmo sabendo que o presidente tem voto de minerva (voto do desempate), não influencie o voto dos demais e nem sempre vota. Mas quem está de fora, não sabe nada disso, acaba comprando a facilidade diante da dificuldade apresentada.
Expressão
“Criar dificuldades para vender facilidades" a colunista ouviu tal expressão pela primeira vez na Prefeitura quando um servidor de carreira se referiu aos fiscais envolvidos na operação “Saracura”. Trata-se de estratégia que envolve criar problemas ou obstáculos para, em seguida, oferecer soluções vantajosas ou serviços que os resolvam, geralmente a um preço elevado. Trata-se de um incentivo à corrupção. Artifício muito utilizado na política e até nas relações interpessoais.
Relembrando
A operação “João Saracura” investigou, na maioria, fiscais de obras do município, responsáveis pelas fiscalizações a cargo da Diretoria de Cadastro, Fiscalização e Aprovação de Projetos da Prefeitura. À época foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e oito de afastamento das funções públicas expedidos também pelo juiz Mauro Riuji Yamane. O nome "João Saracura" não tem ligação direta com a história do Quilombo Saracura, que se refere a um quilombo histórico em São Paulo. O nome faz menção ao fiscal de obras citado na música "Abrigo de Vagabundos", de Adoniran Barbosa, que na segunda estrofe:
“Me disseram que sem planta não se pode construir
Mas quem trabalha tudo pode conseguir
João Saracura que é fiscal da Prefeitura
Foi um grande amigo, arranjou tudo pra mim”
Poder Judiciário I
Semana retrasada, esta colunista transmitiu sobre a falta de atenção das instâncias superiores à Justiça que o cidadão conhece e vê que é a de primeira instância. Também já escreveu sobre o péssimo serviço oferecido por alguns juízes e seus assessores, citando as varas e comarcas. Claro que a coluna também destaca aqueles que, mesmo com a falta de servidores, prestam um serviço nota 10. Aplausos de pé a quem “tira leite de pedra".
Poder Judiciário II
Pode um assessor de gabinete prestar serviço virtual sem nunca ser visto no prédio do Fórum? Pode o estagiário pegar petição, ler e fazer juízo de admissibilidade, às vezes se negando a protocolar? Essas coisas existem na Insigne 2ª Vara de Família da Comarca de Divinópolis e, infelizmente, as reclamações não têm trazido mudanças. Nas demais varas isso não acontece, os assessores estão presentes para auxiliar o juiz, atender os advogados e o atendimento no balcão das demais secretarias é célere, pois o estagiário atendente somente verifica se é dirigido àquela vara, cabendo ao juiz o juízo de admissibilidade como manda a lei.
Comparação
A colunista atua em Divinópolis e várias outras comarcas em Minas Gerais e também em outros Estados da Federação. O atendimento proporcionado pelos servidores, através do balcão virtual, do Juízo Criminal da Comarca de São Mateus/ES e Execuções Criminais de Teixeira de Freitas/BA merece 10 com louvor, assim como a Justiça Federal em Minas Gerais, subseções de Divinópolis e Belo Horizonte, e a própria Seção Judiciária (segunda instância). A Vara Única de General Salgado/SP merece 10. A Comarca de Carmo do Cajuru quando atende ao telefone é célere, mas lembrando que ficou quase um ano sem telefone e por email e whatsapp deixavam no vácuo. Na 3ª Vara Cível da Comarca de Niterói/RJ, o atendimento é simplesmente péssimo. Segundo os atendentes (a colunista falou com uns dois ou três), o atendimento é presencial, e tem que marcar pelo sistema e o prazo é de 15 minutos com a magistrada. A colunista tentou marcar. Não conseguiu vaga em nenhum dia deste ano. Ah, informando aos atendentes que há mais de 500 km nos separando, não obteve nenhuma resposta. Enquanto isso, o jurisdicionado que se lasque.
Papa Francisco e Bolsonaro
As mensagens de “vão tarde“ para um e “vai morrer quando?” têm lotado as redes sociais. Criticá-los enquanto homens públicos é exercício do direito de ir e vir, da livre manifestação do pensamento, porém daí a comemorar a morte, desejar piora no estado de saúde, é pura demonstração de falta de empatia, extremismo e perda da condição de ser humano. “O homem é o lobo do homem”
Ah,
Quando a crítica passa à ofensa gratuita, visando a queda do outro não pelo que ele fez e sim pelo que o ofensor não consegue fazer, há que se aplicar o ditado “Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo”, vez que cada um revela um pouco de si mesmo a partir do que identifica no outro. Capisce?
Camisa da seleção
A escolha de cores para os uniformes de seleções nacionais vai além de uma questão de design. Ela carrega um simbolismo, que pode estar ligado à história, à cultura e até à política de cada país. Embora a de muitos países não esteja ligada à cor da bandeira, estão a algum fato importante para aquele país. O conhecido esquerdista lulista Fabiano Raposão, criador do grupo de whatsapp “Política Divinópolis” deu como exemplo o uniforme da Holanda que é laranja. Será que ele sabe que a cor remonta à família real Orange-Nassau, dinastia que governa o país, ou seja, é uma homenagem à monarquia? Ele também citou a da Itália que utiliza azul em sua famosa "Squadra Azzurra". Será que sabe que a cor faz referência à família real dos Savóias, que unificaram o país no século 19? Resumindo, não tem como colocar uma cor simplesmente sem ter um motivo importante. A bandeira do Brasil jamais será vermelha. A camisa da seleção também não.
Enterro do papa
A comitiva do Brasil envergonhou a nação inteira pela falta de decoro e pela quantidade de pessoas.
Anistia já!
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