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Eduardo Augusto Silva Teixeira

Vamos falar de Saúde Pública nas eleições?  

Por Redação Jornal Agora · Redação· 3 min de leitura
Vamos falar de Saúde Pública nas eleições?  

Por longo tempo, como advogado, experimento os problemas e os transtornos do cidadão brasileiro quando recorre ao SUS, cancha essa que nos deixa perplexos, transtornados e revoltados como cidadão brasileiro, e, sobretudo, como profissional do direito.

Muito já tenho dito que a democracia para o brasileiro é muita onerosa e ingrata, pois pagamos com morte de pessoas inocentes pela corrupção e pela desordem do sistema.

O cidadão brasileiro não tem o retorno da sua força laboral e dos altos impostos que se praticam nesse país, grande parte do dinheiro público deságua no ralo da maldita corrupção e por má gestão pública dos recursos públicos.  

Além da corrupção, em grande parte, observa-se que os governos não se preocupam com a organização do sistema e com a exata medida do uso do dinheiro público.    

Não há maior direito ao cidadão do que a saúde, pois sem a saúde não haverá vida, e sem vida, não se tem direito. 

A saúde no Brasil é algo que gera lucro exorbitante, tudo por causa da precariedade do SUS e pela legislação favorável aos planos de saúde. 

A verdade é que muitos não querem que o SUS preste serviço de qualidade conforme determina a Constituição Federal, justamente para beneficiar uma vasta elite que lucra pelo serviço prestado em saúde privada. 

O mesmo acontece com as mensalidades dos planos de saúde, que possuem parcelas cada vez mais onerosas que praticamente inviabilizam a contratação ou a mantença do convênio. 

Entendo que o SUS deveria funcionar de tal maneira que inviabilizasse o serviço particular, porém, infelizmente, no Brasil, se prestigia o serviço particular em detrimento do público. 

Não ignoro que as autoridades paroquianas vêm se esforçando para melhorar o serviço público de saúde, porém, as coisas estão se arrastando, gerando dores de parto e morte de pessoas inocentes na fila da desumanidade – a doença não espera.

Existe muita hipocrisia, muita politicagem, muita insensibilidade, muita desumanidade no trato da saúde, tanto no setor público quanto no privado, práticas essas que prestigiam números e cifras milionárias. 

Tem grupos políticos fechados que vem lucrando e muito com serviço público terceirizado, quanto que o serviço de longe é de qualidade como manda a CF/88. 

A última foi a criação do Core Saúde MG, que é a Central de Operações para Regulação Estadual. 

As pessoas estão sendo mandadas a cidades distantes de sua cidade de moradia, longe de seus acompanhantes, sem qualquer estrutura mínima de dignidade – e quando acertam para qual hospital enviar o paciente, é um caos. 

São inúmeros pacientes esperando um leito de hospital, só em Divinópolis a média é de 50 a 60 pacientes, na fila esperando viver mais ou menos ou morrer longe dos seus. 

E os procedimentos que se dizem eletivos, esses de competência municipal e corresponsabilidade do Estado, é esquecer o direito dos pacientes, de um tratamento médico adequado, é espera é toda desrazoável e imoral, uma fila que ninguém entende ou justifica.  

E quanto aos atendimentos médicos do dia a dia... distinguir as pessoas no momento do atendimento, quem tem plano de saúde dos que não possuem convênios na rede privada, parece pensar que estão separando os burros da boiada ou vice-versa... 

 Uma prática que impede o acesso universal ao tratamento da saúde pública (artigo 196 da CF/88), a bem da verdade é servidores tomando a máquina para si, ditando regras menores à CF/88, numa verdadeira prática de discriminação, uma afronta à dignidade da pessoa humana, quando quem deveria fiscalizar, ficam parados como pedra de gelo. 

As administrações municipais devem saber que o serviço público não é gratuito, o cidadão paga pelo serviço público e por toda estrutura, respeitem o cidadão.

Estamos em ano de eleição, aliás, a pouco menos de 30 dias da escolha de novas autoridades eletivas, Governador e vice, além dos deputados estaduais, que, juntos nos próximos quatro anos podem reorganizar a Saúde Pública de Minas ou anuir com esse Sistema de Saúde que mais mata do que salva vidas. 

 E nós eleitores, que fazemos? Questionamos? Cobramos? Reformulamos os nossos votos? Ou permanecemos inertes e anuentes a esse mundo de cão. 

Eduardo Augusto Silva Teixeira - Advogado


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