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Eduardo Augusto Silva Teixeira

Jogos no Brasil, o mal da nossa sociedade

Por Jornal Agora· 3 min de leitura
Jogos no Brasil, o mal da nossa sociedade

Eduardo Augusto

O crescimento descontrolado das apostas online (as chamadas "bets") tem gerado graves danos sociais, econômicos e de saúde pública no Brasil.

Segundo especialistas, as apostas online são um grave dano a toda sociedade, como também um enorme desafio social.

Como resolver os problemas gerados pelas Bets no Brasil se as molas compulsórias dessa atividade são o dinheiro e o poder, esses atrativos que fazem o homem passar por cima da ética, da moral, até mesmo da Justiça.

Outro dia estava assistindo um programa esportivo onde os especialistas “batiam” em dirigentes e jogadores brasileiros pelo péssimo resultado da seleção brasileira, sendo foco central da reclamação o baixo futebol, a baixa qualidade do futebol desempenhado na Copa do Mundo.

É muito engraçado, contraditório esses jornalistas e esportistas quando que durante o próprio programa é praticamente pago pelas Bets, com várias chamadas e propagandas de jogos, sendo esse mal uma das causas de suas reclamações. 

Você deve estar se perguntando, mas que tem a haver jogos com futebol? Muita coisa, a começar da escolha de nossos jogadores ao que acontece no campo, quando se descobre que faltas cometidas, cartões sofridos, pênaltis mal perdidos é uma forma de ganhar dinheiro em Bets, em apostas – isso quebra toda confiança no esporte.

É muito contraditório quando times de futebol, e na verdade, em todos os esportes que buscam a saúde, o lazer, entretenimento, temos patrocínios de Bets que geram estragos na saúde das pessoas viciadas e suas famílias.

É conflitante quando os telejornais de todas as emissoras fazem uma reportagem sobre e contra as Bets e seus males à sociedade, quando em toda sua grande, até mesmo nos intervalos do programa o que se mais vê são as propagandas estimulando a prática de jogos.

A própria propaganda paga pelas Bets são conflitantes, quando incentivam aos jogos, mas afirmam que tem que ser praticado com responsabilidade e proibido para menores.

Quer mais absurdo, o próprio Congresso Nacional que devia proteger sua população desse mal, quer usar os impostos advindos dessa atividade para compensar isenções de imposto de renda para os profissionais da segurança?

Os jogos online têm destruído os adolescentes, jovens homens e mulheres, adultos, arrimos de famílias, e idosos, que em certo momento viu nos jogos um meio de comprar um Iphone, o primeiro carro, de pagar os boletos da semana, de bancar uma viagem com a família, e quando percebem as perdas, estão endividados e se vê presos ao vício incontrolável e mortal.

Uma grande população da nossa sociedade está hoje viciada, isolada, endividada, amedrontada por agiotas, presos em contratos de empréstimos intermináveis e exorbitantes.

Famílias inteiras perdendo a moral, a honra, a dignidade, o patrimônio para salvar aquele que assistiu um programa de TV, a um jogo de futebol, que ouviu dizer que tudo seria uma diversão, um entretenimento.

Trabalhadores perdendo empregos, empreendedores perdendo seus negócios, namorados, noivos e cônjuges perdendo noivado, casamento, o companheiro, famílias perdendo seus entes queridos, a pessoas,  a saúde, a vida, tudo pelo vício, tudo pelas Bets.

Sempre resistimos em aceitar que o dinheiro pode comprar tudo nesse Brasil, mas, quando se fala em jogos no Brasil, a verdade é que esse dinheiro tem destruído nossa sociedade, a pergunta que fica: até quando?

O desânimo maior ainda quanto a esse assunto vem do fato de que quem pode barrar os jogos no Brasil ama o dinheiro lícito e ilícito, ama o poder lícito ou ilícito, que são grande parte de nossos políticos.

A solução para esse mal é por fim essa atividade, sem meias palavras, não há nada que cerca esse vício e a força dos jogos feita pelos mais variados meios, esse fim só poderia vir do Congresso Nacional ou do governo federal.

Sem perder a esperança, como conseguir proibir as Bets, os jogos no Brasil? A resposta é somente pela grande e intensa pressão da população aos seus representantes políticos, porque nenhum dinheiro ou poder podem barrar a força de uma nação.

Eduardo Augusto Silva Teixeira - Advogado

easteduardo@yahoo.com.br


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