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Augusto Ambrosio Fidelis

A idade da loba

Por Bruno
A idade da loba

A Claudete comemorou ontem 40 anos e disse que agora vai começar a viver, entrou na idade da loba. Estou aqui pensando com meus botões: será quem inventou esse negócio de que a vida começa aos 40? Se bem que, em certas coisas, o melhor é a gente acreditar. Afinal, não custa nada. O Mário, por exemplo, celebrou 49 anos por mais de uma década, porém, quando foi do seu interesse, pulou para 65. Deu certo, até hoje não tem nenhuma ruga.

Na verdade, trata-se de uma estratégia simples, sem engenharia, que qualquer um pode adotar. A questão não é esconder a idade, mas não se importar com ela. Os homens são muito desleixados, no entanto, as mulheres não precisam se sujeitar às maldades do tempo. Há um monte de truques supereficientes, com resultados indiscutíveis.

A mulher que pinta os cabelos não deve tolerar as raízes brancas. São fingidas e fazem denúncias anônimas, um perigo. Depois dos 40, é aconselhável manter o mesmo corte e a mesma cor. À medida que se vai envelhecendo, clarear os cabelos aos poucos é uma boa ideia, pois a fisionomia fica mais leve. Uma boa maquiagem realça os pontos fortes da mulher e disfarça o que não está tão bom. A maquiagem pode ser um pouco mais carregada à noite. Prefira as roupas de caimento normal, nem muito folgadas nem muito justas.

A bebida e o fumo são inimigos naturais e podem destruir todo o seu investimento em salões de beleza. Aquela tosse chata e o peito cheio serão evitados se você abandonar o cigarro. Quem tem marido e filhos se estressa com mais facilidade. Para enfrentar a barra, procure aprender exercícios de respiração e relaxamento, além de altas doses de pensamento positivo. Isso é um santo remédio contra diabetes.

Segundo a revista da Associação Americana do Coração, tomar pelo menos duas xícaras diárias de chá preto ou verde ajuda a reduzir o colesterol ruim no sangue. Por outro lado, a pressão alta pode ser combatida com a diminuição de sal na comida e mais consumo de cereais, frutas, verduras e legumes. O alho anda muito festejado como combatente contra esse mal. Movimente-se, faça pelo menos caminhadas e mantenha o cérebro ativo, não se reprima.

Uma música de Cláudia Barroso, em tempos idos, denunciava: “Alguém tem que perder para outro entrar no jogo”. Então, a gente não tem que vencer sempre. O melhor é saber reconquistar o que perdera ou entender que foi bom enquanto durou. Inteligente é a raposa: se as uvas estão verdes para que esse sacrifício todo para colhê-las? Como nesta vida nada é eterno, o importante é estar vivo. Virão novas lutas, novas perdas e novas conquistas. Recue sempre que necessário para melhor visualizar o campo de batalha. Vitória, Claudete!

Augusto Fidelis

augustofidelis1@gmail.com

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