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Cláudio Guadalupe

Contar histórias: jeito de encantar crianças

Por Bruno
Contar histórias: jeito de encantar crianças

Claudio Guadalupe

Em Divinópolis, existe um inovador movimento de contadores e contadoras de histórias, composto por artistas, educadores e educadoras que encantam as crianças e, por que não, também os adultos, nas praças e escolas. A Patrícia Terezinha Ferreira de Oliveira Meneses é uma das contadoras que está muito presente nas comunidades escolares, levando história, música e poesia.

P - Patrícia, nos conta sua trajetória de educadora, escritora e contadora de histórias?   

R - Desde criança eu sempre cantava e gostava de ouvir e contar histórias. Meu avô Joaquim sempre cantava e contava histórias para mim. Foi o primeiro contato que tive com a poesia, a música e as histórias. Meu pai era um exímio leitor. Comprava muitos livros para a família toda. Cresci cercada de livros disponíveis.  

Na adolescência realizava apresentações teatrais na escola, apresentava causos engraçados para todos os alunos da escola na semana do estudante. Participei aos 18 anos de um Festival de Música na escola Instituto Nossa Senhora do Sagrado Coração, alcançando o primeiro lugar, juntamente com uma amiga. 

Aos 30 anos, com muito orgulho, oficialmente me tornei professora de educação infantil com o propósito de ensinar através da arte, em especial levando a música, poesia, a brincadeira cantada e a literatura para a sala de aula todos os dias. Então, me tornei professora de musicalização infantil e mais tarde escritora.

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Em 2021 lancei o livro “MÁGICA”, através da Editora Boutique do Livro, ilustrado por Osório Garcia. É uma história em forma de poesia que brotou dentro da sala de aula, com crianças de três anos. Ele fala nas entrelinhas que a felicidade e a alegria de viver está nas experiências mais simples, singelas da vida. Eu acredito em MÁGICA! Em especial a mágica que acontece dentro da gente, quando cuidamos do nosso coração e tocamos o coração das pessoas com alegria.

MONJOLO

Bate, bate o monjolo

Bate, bate sem parar

Joga água 

Muita água

Joga a água pra lavar:

Panela

Roupa 

caneca 

cueca   

                                              

prato

copo

sapato

sapo!

Banho de gato!!!

Água fresquinha a descer

Pelo caminho a escorrer

De mãos juntinhas

Eu, aparando a água da mina pra beber.

P - Como você observa a poesia ser trabalhada nas escolas? Tem experiências boas? Os educandos passam a gostar da poesia? 

R - A poesia é fundamental! Eu declamava ou lia uma poesia sempre no início das aulas. Desta forma, sensibilizava as crianças, além de apresentar a elas diferentes livros e os autores que ainda não conheciam.                                                                                                                                                As crianças são muito puras, espontâneas, receptivas. Passavam a gostar de ouvir e declamar poesias como uma brincadeira, sem a necessidade de decorar, de aprender como um conteúdo, um compromisso. Aliás a poesia existe para ser apreciada, degustada e sentida. Meu objetivo era que elas aprendessem a apreciar poesias, a boa literatura, a boa música. E a partir daí a criança também era estimulada a inventar poesia e mais tarde, ser capaz de escrevê-la.

BARULHINHO NO QUINTAL

Patrícia Oliveira

UM MURO TODO AMARELO                                                                                                                                       SOL BRILHANDO                                                                                                                                                                                                                                                                        GRILINHO CANTANDO

P - Quais são os autores da literatura infantil e/ou da poesia infantil, que mais te influenciaram?

Aprecio demais o trabalho de Bia Bedran, Lalau e Laurabeatriz, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes, Ruth Rocha, José Paulo Paes, Manuel de Barros, Roseana Murray e alguns escritores de Divinópolis como Vânia Ordones, Juvenal Bernardes e muitos outros. Foram muitos escritores que marcaram minha vida, minha trajetória. Me influenciaram e aguçaram minha imaginação.

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