De novo e de novo

Como já dito neste espaço, raramente se amanhece nesse Brasil varonil, sem que esteja uma operação policial em andamento. Seja ela desencadeada pela Polícia Federal, Militar ou Civil. É inacreditável como neste país tanta gente pegou gosto pelo crime nas mais diversas modalidades. Na madrugada desta quarta- feira, 8, a PF prendeu 55 pessoas em flagrante durante a operação nacional "Proteção Integral III", deflagrada com o objetivo de identificar e prender suspeitos de envolvimento em crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes, cometidos principalmente pela internet. Já na nesta quinta, 9, foi a vez da continuidade da operação "Sem Desconto", também da PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). Trata-se de mais uma fase da ação que investiga a fraude nos descontos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ou seja: até parece cenas repetidas, mas infelizmente, é a pura realidade de um país em que centenas de crápulas se acostumaram a se dar bem na vida às custas do sofrimento alheio. O que dá um certo alívio é que a conhecida frase: "Não existe crime perfeito", mais do que nunca vem provando que um dia, "a casa cai".
PEC de volta
Um assunto que causa divergência e polêmica em nível nacional, volta à carga. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deu início nesta quarta, à discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, o modelo 6x1, e a redução da jornada máxima de 44 para 36 horas semanais. O presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), revelou um acordo com a oposição para que a proposta passe antes de uma série de audiências públicas. Na sua opinião, o tema “precisa ser amplamente debatido” antes de ir à votação no colegiado. A PEC ficou engavetada por mais de dez anos no Senado. No entanto, ganhou força após mobilizações sociais e um abaixo-assinado com mais de 1,5 milhão de assinaturas apoiando o fim do 6x1. Na Câmara também tramita uma proposta semelhante, mas, como de costume, sem previsão de votação. Aguardemos os próximos capítulos
Desabafo e liderança
Depois de nova pesquisa ao governo de Minas trazer o Cleitinho Azevedo (Republicanos) liderando em todos os cenários, o senador fez uma postagem em tom de desabafo. Disse que iria decidir sobre uma uma possível candidatura somente em março do ano que vem, e até tinha pensado em desistir da vida política. Mas, o apoio da população mostrado no levantamento o faz refletir. A pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data nesta quarta-feira, coloca o divinopolitano em vantagem numa eventual disputa pela principal cadeira do Executivo de Minas. No total, foram analisados quatro quadros, sendo três deles com a participação do senador. No primeiro, ele aparece com 31% das intenções. Na sequência, vem o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), com 18%. O levantamento foi realizado com 1.500 entrevistados, entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. No segundo cenário, sem Kalil, Cleitinho também lidera, com 40% dos votos. O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) aparece com 19% das intenções e Simões (Novo) com 6%. Já no terceiro, o senador aparece com 31% e Kalil com 21%, seguidos de Alexandre Silveira (PSD), com 8%, e Simões, que teve 6%. Sem dúvida, motivo para lá de suficiente para fazer qualquer pessoa mudar de ideia.
Tá explicado
A pesquisa também questionou sobre a atuação do governo de Romeu Zema (Novo). Na avaliação das cerca de 1.500 pessoas ouvidas, sobre o mandato do araxaense, 34% consideram “bom”, 31% “regular” e outros 30% veem como “ruim ou péssimo”. Resultado que explica o desempenho do seu vice Mateus Simões para ocupar o seu lugar. Ele aparece em todos os levantamentos sempre em último lugar. Além dos governadores, os eleitores mineiros - quem se disponibilizar ir às urnas, é claro, vão escolher os senadores para representar o Estado por oito anos. Assim, a pesquisa apontou os principais nomes da disputa. Para este cargo, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT) está na frente com 15% e o atual senador Carlos Viana (Podemos) aparece em segundo com 12%. Neste caso, como são muitos nomes e alguns nem lançaram pré-candidatura ainda, o cenário tem tudo para mudar.
Derrota para o povo
Foi o que disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a derrubada da medida provisória (MP) alternativa ao IOF na Câmara dos Deputados. Na verdade, já era esperado, pelo que vinha falando a oposição. Aliás, não teve apoio nem de parte do centrão. Isso significa que o governo deixa de arrecadar mais de R$ 17 bilhões por ano. Prevendo a derrota, a base de Lula preparou um discurso coletivo e vai dizer que os parlamentares contrários à proposta são contra o Brasil e trabalharam para proteger uma camada da sociedade que não o povo brasileiro, já que a tributação não atingiria a maior parte da população. Se a estratégia é constranger a oposição, pode dar certo. Isso porque a narrativa de "nós contra eles" já foi usada anteriormente e colou não somente na guerra entre o Executivo nacional e os contrários do Congresso, mas por aqui.
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