Primeira baixa

Como dito neste PB no início desta semana, bastou confirmar a data da filiação de Mateus Simões ao PSD, para começar as baixas. E olha que a solenidade para ratificar o ato, é somente na próxima segunda-feira, 27. Quem puxa a fila, conforme informações de bastidores, é o deputado estadual Adalclever, que estaria acertado com PV de Lohanna França. Adalclever sequer participou da reunião da bancada da legenda, convocada pelo seu presidente estadual, deputado Cássio Soares. Este, que por sua vez, está fechado com projeto de Romeu Zema (Novo), em eleger seu vice. Motivo que, com certeza, pesou na decisão de Lopes, atualmente, opositor ao governo de Zema. Quem será o próximo?
Só no fim do ano
Ainda dentro da pauta do governo de Minas, Rodrigo Pacheco (PSD) voltou a falar sobre a disputa do ano que vem. Revelou nesta quarta-feira, que definirá se disputará o cargo, apenas no fim do ano. Na oportunidade, não titubeou em criticar a atual gestão que comanda o Estado. Disse que o território dos mineiros precisa ser reorganizado porque dá forma que está não dá. E não é o único. O tópico abaixo abordará. Voltando à disputa, cabe lembrar que Pacheco também é um dos cotados para assumir a vaga do ministro Luís Roberto Barroso que se aposentou do cargo no Supremo Tribunal Federal (STF). Outra incógnita, visto que o presidente Lula (PT), tem preferência por outro nome, mas enfrenta forte resistência no Congresso. Aguardemos.
Nada ainda
Sobre Pacheco não ser o primeiro a criticar a gestão de Romeu Zema, o presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Sem partido), fez o mesmo no meio desta semana. Ele cobrou uma posição do governador sobre demandas apresentadas por prefeitos há exatamente um mês. Conforme seu desapontamento, Zema e seus secretários receberam uma comitiva da AMM no dia 23 de setembro e no encontro foi entregue ao chefe do Executivo mineiro, um documento com várias demandas de municípios. Entre elas, melhorias em trechos de estradas geridas pelo DER, obras de saneamento básico e distribuição de energia, além de investimentos nos hospitais regionais. O de Divinópolis que o diga. Falta de diálogo, que sem dúvida, preocupa muito os prefeitos e, consequentemente, a população. Talvez, seja pelo fato de Mateus Simões ser, atualmente, o porta voz do governo. O problema, é que ele agora, está preocupado em trocar de partido.
Ampla defesa
Foi o visto ontem nos discursos da reunião da Câmara em prol de Cleitinho Azevedo. O senador recebeu centenas de críticas nesta semana nas redes sociais, após falar em uma entrevista que não apoiaria candidatos apoiados por Bolsonaro, se não achasse que seriam os nomes certos. Entrou na lista o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, que atualmente mora nos Estados Unidos. Foi chamado de interesseiro, traidor e outros sinônimos agressivos. Todos vindos de pessoas que pertencem à extrema direita. A onda de ataques levou o senador a pedir desculpas nas suas redes e no Plenário do Senado. Chegou a dizer que foi mal interpretado. No entanto, teve aqueles que o defenderam, entre eles, boa parte dos vereadores da situação, do Legislativo de Divinópolis. Ou seja, sozinho, ele não está, muito pelo contrário. A pergunta que se faz é: para quê esse alvoroço todo, por parte de quem se julga dono da verdade, que daria a própria vida por políticos? Cleitinho foi apenas verdadeiro e defendeu aquilo que realmente acredita. O problema é que na atual situação do Brasil, você precisa ser ferrenho de um lado ou de outro. Não tem outra forma de agradar. Não se respeita mais a opinião e o gosto de ninguém. Na política, então, qualquer manifestação que não agrade, a pessoa é linchada pelos covardes que se escondem atrás de uma tela.
Impactos negativos
Não é segredo para mais ninguém que a polarização política ridícula no Brasil, que, pelo jeito persiste até as eleições do ano que vem, tem gerado impactos negativos em diversas áreas em todas as regiões. Divisão que tem sido um tema recorrente entre especialistas, nas imprensa e nas redes sociais, e toma conta do cenário. Para não falar de setores, como a economia, social, além da repercussão entre a população, é melhor se ater na política, onde a divisão contribui para impasses no Legislativo e Executivo, travando aprovação de projetos de grande interesse do povo. O mesmo que paga por toda presepada dos seus representantes, vista no dia a dia. Lamentável.
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