Carregando clima…
Preto no Branco

Mesmos 'modus operandi'

Por Bruno
Mesmos 'modus operandi'

De novo, com a mesma forma de agir, covarde e inadmissível. Vai chegar um ponto, em que as autoridades não conseguirão mais prevenir ou combater os feminicídios e as tentativas. A exemplo das operações em buscas de bandidos armados e os do "colarinho branco", não há um só dia em que manchetes por todo País estampam estes crimes contra as mulheres. A última vítima, com as circunstâncias do crime repercutindo em todo Estado, é de São Francisco, no Norte de Minas. A mulher atuante na área da Educação, foi assassinada neste domingo, 2, pelo ex-companheiro à facadas.  A causa também é a mesma: não aceitava o fim do relacionamento. Outro detalhe que se repete, também chama a atenção: tinha medida protetiva— que não protege nada, não do jeito que é aplicada atualmente. Neste caso, por exemplo, o assassino já havia sido preso no mês passado por descumprir a medida. Saiu, foi lá e se vingou. Ou moderniza com algo tipo uma tornozeleira que apita quando o algoz se aproxima do alvo, ou vai continuar com o questionamento: quem  será a próxima vítima?

Mordeu e engoliu 

Uma ocorrência dentro deste contexto, chamou à atenção pela crueldade, também no fim de semana. Desta vez, por aqui. Um homem, 25 anos, foi preso por morder e arrancar o nariz da companheira, 40, durante uma briga neste sábado, 1º. O caso inusitado e covarde  aconteceu em Papagaios, município a cerca de 100 km de Divinópolis. Ele confessou o crime e disse achar que engoliu o órgão da mulher. Antes do desfecho trágico, a vítima foi agredida com várias mordidas pelo corpo, além de socos e empurrões. A alegação do "monstro" foi estar sob efeito de drogas. Como se fosse justificativa para tal ato. Sem mais. Já que tudo foi dito no tópico acima. 

Crise e facções 

Minha mãe usava uma fala em algumas situações, que eu, particularmente, achava o máximo: "Quem muito aparece, mostra a b... Neste caso, discorrido a seguir, perde prestígio; além de mexer o cozido do outro, e deixar o seu queimar. Quem será que tem feito isso de um ano para cá? Romeu Zema, é claro. Qual o assunto ainda em evidência que gerou duras críticas do Bloco Democracia e Luta, oposição ao governador na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG)? A operação letal no Rio de Janeiro. Os deputados na Casa legislativa mineira, emitiram nota de repúdio às falas de Zema acerca do assunto. O grupo argumenta contra o Executivo Estadual alegando a existência de uma crise nas forças policiais e o avanço de facções do crime organizado no estado, enquanto o governador participava da comitiva de políticos de direita que se reuniu no Rio, classificando a operação que deixou ao menos 120 mortos como a "mais bem sucedida da história". Disse ainda não ter ouvido falar de nenhum inocente morto. Ou seja: vamos deixar nosso terreiro sujo para cuidar do quintal do outro. Bem isso. 

Pé de guerra 

Desde a deflagração da operação, o governador já fez diversas publicações em suas redes sociais. De olho tão somente em 2026, virando as costas para os servidores públicos mineiros, em especial os da segurança, deu declarações em apoio ao avanço policial na capital carioca, e com críticas ao governo Lula (PT). Defende que o narcotráfico seja enquadrado como crime de terrorismo no Brasil. Em resposta, os deputados oposicionistas na ALMG, onde o governador poderia sugerir um projeto neste sentido aos "seus paus mandados", citam ainda a pauta de protestos das forças de segurança em Minas, em pé de guerra com seu governo desde o primeiro mandato. Policiais da PM, Civil e do Sistema Prisional, junto aos bombeiros, reivindicam recomposição salarial de aproximadamente 40%, acumulada nos últimos dez anos, que ficou só na promessa. Caso uma tão falada greve seja deflagrada, Zema pode pedir ajuda ao governo do Rio de Janeiro. Que tal?

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…