Dia Internacional das Mulheres e a poesia na ADL

Feminicídio e outras violências nos lares, preconceitos, machismo, misoginia e as diferenças salariais no mercado de trabalho. Infelizmente é esta a realidade da grande maioria das mulheres, neste 08 de Março de 2026. Vamos conversar com duas poetas da Academia Divinopolitana de Letras – ADL, Maria Imaculada Batista Silva e Julieta de Souza, para dimensionarmos o papel da mulher na literatura divinopolitana.
Vamos iniciar com a acadêmica Maria Imaculada, que nos contará a sua trajetória literária e para conhecermos a sua poética.
P - Maria Imaculada, como foi a sua aproximação com a poesia e como desenvolver a sua carreira literária?
R - Desde criança eu gostava de poesia. Minha maior paixão era declamar versos. Na escola nunca tive dificuldade com festas e auditórios. Sempre era convidada a participar e era muito aplaudida.
Publiquei cinco livros de poesia, e dois de história infantil, “O Palhaço Cuecão” e “A Me-
nina Borboleta”, que será publicado brevemente pela ADL
P - Você é uma acadêmica da ADL, aliás a primeira mulher que assumiu a presidência da ADL. Qual a sua percepção do seu papel frente a ADL?
R - Fui convidada a participar da ADL e empossada em 2019. Em 2022 me convidaram para participar da chapa que administra a academia como presidente. Foi uma surpresa, não esperava esse convite. Foi assim que tomei posse como primeira mulher eleita presidente da Academia Divinopolitana de Letras.
. ETERNO POEMA
Sou uma criança
Tateando o mundo.
Não acorrentes
a minha agenda
deixe-me voar.
Conhecido um pouco da poética de Maria Imaculada, vamos conversar com outra acadêmica da ADL, Julieta de Souza, poeta de Divinópolis, psicopedagoga, com canal no YouTube @portuguesnomardaexistencia, onde circula suas ideias sobre a língua portuguesa. Vamos então conhecer a poeta!
P - Como foi a sua aproximação com a poesia e como se deu a carreira literária?
R - Cresci ouvindo minha mãe e meu tio brincando de rimar enquanto conversavam. A sonoridade das rimas me encantava. Mais tarde, sendo professora de língua portuguesa e tendo que ensinar os alunos a apreciarem e produzirem poesia, fui me encantando com esta forma de expressão.
P - Você é uma poeta e contadora de histórias nas escolas. Quais as possibilidades de se trabalhar com a poesia nas escolas?
R - Aprendi muito enquanto ensinava. Criava saraus de poesia e incentivava os alunos a participarem de concursos de poesia e isso possibilitava desenvolver neles e, em mim, a paixão pela leitura e escrita de poemas. Trabalhar a poesia nas escolas é uma enorme oportunidade para levar os alunos a se encantarem com a leitura, com a produção de textos, o gosto pela língua portuguesa, através da beleza das rimas, do ritmo, das figuras de linguagem. É um portal para entrar no coração do aluno e tocar sua sensibilidade.
possibilitava desenvolver neles e, em mim, a paixão pela leitura e escrita de poemas. Trabalhar a poesia nas escolas é uma enorme oportunidade para levar os alunos a se encantarem com a leitura, com a produção de textos, o gosto pela língua portuguesa, através da beleza das rimas, do ritmo, das figuras de linguagem. É um portal para entrar no coração do aluno e tocar sua sensibilidade.
P – Julieta, 08 de março,
Dia Internacional da
Mulher. Pode a poesia
contribuir para a lutas
das mulheres?
R - A poesia é a voz do
bem que mora dentro de
nós, aquela voz que quer transformar o mundo, num lugar mais justo, mais bonito e mais feliz. Faço da poesia, o meu canto ao belo e ao justo, para assim colaborar pela construção de um futuro melhor.
PRELÚDIO
Tudo à minha volta
é o reflexo dos
meus pensamentos.
Florescência ao vento.
Nascimento.
A vida circundada
pelos múltiplos inícios
ABUNDÂNCIA
As cores que sustentam
a vida
enchem meus olhos
de fome.
Beleza incomparável
preparada pelo Criador.
A diversidade que
alimenta o corpo
traduz a mensagem de Deus:
CLÁUDIO GUADALUPE
Poeta integrante da ADL e do ARTEFERIA
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