Donald, um delinquente

CREPÚSCULO DA LEI – ANO VIII – CCCXXXII
Sim, Donald é um delinquente - perfeitamente configurado nas bases teóricas de um autor italiano chamado Giorgio Agamben, estudioso do “estado de exceção”. Mas Donald não é um delinquente comum, e sim um delinquente contra a humanidade, um inimigo do mundo humano e como tal deve ser tratado: um tirano, um ditador, um psicopata extremamente perigoso.
A forma como Donald e sua organização criminosa atuam se dá através de uma inversão estética conhecida por MIMETISMO, ou seja, um mecanismo estrutural de imitação simbólica pela qual ele, o delinquente soberano, reproduz a violência e a destruição com APARÊNCIA de legalidade, principalmente cometendo ataques e atrocidades como pretexto de “defesa”.
Mediante o mimetismo, o delinquente Donald “decide” a vida matável que será eliminada, o alvo que vai ser executado, sem que essa agressão possa ser considerada como tal. Então, o delinquente Donald, ao decidir sobre o ataque e a execução, suspende a norma (?) “em nome da sua própria norma”. Dessa forma, o mimetismo nega o direito e impõe a exceção como se direito fosse, estabelecendo a exceção como nova regra.
Trata-se - na criminalidade do tirano Donald - de criar um “buraco negro” no espaço-tempo jurídico para transformar A VIOLÊNCIA COMO CONSERVADORA DO DIREITO, de tal sorte que sua violência de exceção se converta em técnica permanente da lei vigorando em estado permanente de suspensão.
É nesse sentido que Donald, o criminoso planetário, atua. Ele escolhe quem vai ser morto, como vai matar, e onde será a morte com o cinismo estético próprio dos psicopatas, promovendo guerras contra indefesos, roubando espólios de guerra, ameaçando e sequestrando adversários, enfim, universalizando a exceção da violência como se direito (?) fosse.
O psicopata Donald consegue, inclusive, exportar seu dispositivo às escalas internas da microviolência nos territórios tomados por seus adeptos. É nesse sentido que a “guerra ao terror” ou o “combate às drogas” dos países periféricos reproduzem igualmente o mimetismo e a exceção da norma em estados subdesenvolvidos, onde as agencias policiais são (des)capacitadas e operar suspendendo a norma em nome da violência, ou seja, agindo sistematicamente pela violência contra vulneráveis matáveis como regra de segurança pública.
Sob esse aspecto, o mimetismo não é mera reprodução, mas uma cadeia de espelhamentos violenta, capaz de conectar toda a violência planetária, envolvendo conectando a violência policial como manifestação expandida e contínua de um único dispositivo de necropolítica.
Donald é, portanto, um criminoso planetário extremamente perigoso para a humanidade. Sua tecnologia de terror não é exceção jurídica, mas regra estabelecida em sistemas normalizados de roubos, assassinatos e extorsões, tudo disfarçado de “defesa”. O mundo está, literalmente, nas mãos de um demente, um louco tomado pela loucura genocida como sua única e absoluta razão tirânica.
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