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Editorial

É grave! 

É grave! 

O trânsito em Belo Horizonte ficou lento na manhã de ontem, 8, nas regiões do Centro, Barro Preto e Santo Agostinho. O inevitável aconteceu. Três manifestações diferentes foram realizadas na capital mineira, em protesto ao governo Zema. Servidores da educação, da segurança pública e da Cemig saíram às ruas para pedir melhorias nas condições de trabalho. Em outras palavras, para pedir o básico. Durante a manhã, os servidores da educação fizeram uma marcha da Praça Raul Soares até a Assembleia Legislativa, para participar de uma audiência pública da Comissão de Educação para apresentar as reivindicações. Os profissionais da educação pedem um reajuste de 6,27% e piso mínimo de R$ 4.867,77. Já os profissionais da segurança pública se reuniram na Praça Sete, no coração da capital, por volta das 9h, e também seguiram em marcha até a Praça da Assembleia. A categoria pede "recomposição das perdas inflacionárias, valorização profissional e cumprimento das promessas do governo estadual". Os eletricitários se reuniram nas redondezas da sede da Cemig, na Avenida Barbacena, na divisa entre os bairros Barro Preto e Santo Agostinho, na Região Centro-Sul da capital mineira. A categoria anunciou greve e reivindica a continuidade do fornecimento do plano de saúde aos servidores.

O caos tomou conta não apenas do trânsito de Belo Horizonte, mas de Minas Gerais inteira. A falta de empatia, e de habilidade do governo de Romeu Zema (Novo), reflete em todo Estado. É greve, e é grave! Os servidores estaduais saem às ruas para reivindicar seus direitos básicos, para garantir o que está previsto na Constituição Federal, o que é seu por direito, enquanto o chefe do Executivo brinca de fazer campanha eleitoral para 2026. É grave a situação de Minas Gerais, e não tem vídeo capaz de maquiar a situação. O inevitável e já previsto aconteceu. Perante as reivindicações, silêncio total do Executivo Estadual. Apenas a Cemig se manifestou por meio de nota, e não disse nada além do já conhecido e decorado por todos. É grave! Segundo o Sindicato dos Escrivães da Polícia Civil de Minas Gerais, a perda inflacionária da categoria já chega a quase 75%. O que assusta é ver o governo estadual tentar levar algo tão sério com tanto amadorismo, e até mesmo desprezo pela pauta. Sem dizer uma palavra sobre a situação, Romeu Zema apenas segue seus dias impressionando pela incapacidade de agir com um contexto que envolve todos os mineiros, e não apenas as categorias que pararam diversas ruas da capital na manhã de ontem. É grave! 

Essa é apenas mais uma, entre tantas outras provas de que vídeo de rede social não resolve absolutamente nada, e que essa polarização que se estende no país beneficia apenas a classe política. Os demais têm que sair às ruas para lutar e garantir o básico, para assegurar os seus direitos. Apesar de inevitável, os governantes mineiros preferiram, mais uma vez, o pior caminho, o caos. Incapazes de cumprir suas promessas de campanha, os escolhidos pelo povo dão um verdadeiro show de amadorismo mais uma vez, e quem paga a conta é a população. O contexto chama à reflexão, pois é grave!

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