Editorial: As lições ficam

A semana chegou ao fim, e para a população e a política local não foi nada fácil. Uma semana para entrar para a história de Divinópolis. Os vereadores Print Júnior (PSDB) e Rodrigo Kaboja (PSD), que agora respondem por crime de corrupção foram os protagonistas. Enfrentando um processo de cassação de seus mandatos na Câmara, os parlamentares saíram “vitoriosos”, e conseguiram se manter no poder. O assunto, claro, tomou conta dos noticiários, e foi abordado por diversos “ângulos”. No dia seguinte à “vitória” no Poder Legislativo, eles se tornaram réus no processo ao qual são suspeitos de participar de um esquema de propina envolvendo o zoneamento da cidade. Ainda na terça-feira, foi a vez de os interrogatórios dos envolvidos em outro suposto esquema de corrupção, dessa vez, na Prefeitura de Divinópolis, com a Lei Paulo Gustavo, virem à tona. No centro de tudo, da negociata, ao que tudo indica, o assessor especial do prefeito, Fernando Henrique. Do lado de lá, o que não faltam são acusações, gravações, confissões, e juramentos de inocência. Do lado de cá, a certeza de que “de A a Z”, não é possível defender ninguém de olhos fechados. A semana chega ao fim, mas como já foi dito aqui, em edições anteriores, as lições ficam, e sem sombra de dúvidas, ecoarão pelo tempo.
Chegou o tempo em que a população de Divinópolis não terá muita escolha. Aliás, a única para o povo neste momento, em que o ano mal começou, e escândalos e mais escândalos abalam a política local, é se escolher. Sim! Já não é mais possível ignorar os fatos, provados e comprovados, e seguir acreditando que tudo se resolverá em um piscar de olhos, com o estalar dos dedos. É chegado o tempo em que a cautela será primordial, questão até mesmo de vida ou morte, para escolher um lado, um partido, e até mesmo ter um posicionamento. Já não é mais possível escolher a paixão cega por lado A ou lado B. Pode parecer um pouco utópico, mas Divinópolis urge por mudanças, e a primeira delas terá que ser nós, eleitores. “De A a Z”, não é mais possível simplesmente seguir de olhos vendados para o aconteceu na cidade nos últimos tempos, e se revelou essa semana. Já não é mais possível exigir o fim disso ou daquilo, não mudar o pensamento e a postura.
A semana histórica chegou ao fim, e o que mais entristece é saber que novos capítulos virão para a população. Novos enredos, escândalos, personagens. Por aqui a coisa literalmente não para. Mas, se por um lado os “trabalhos” seguem a todo vapor, o que consola é saber que ela pode tardar, mas a verdade nunca falha. Ela sempre vem à tona, e dá ao povo caminhos a serem escolhidos. Talvez, se a situação está no “mesmo lugar” há décadas, é porque as escolhas feitas não são as melhores. E, assim, claro como o sol do meio, elas batem à porta e cobram, como cobram. Só não vê quem não quer, ou quem não tem coragem para enxergar. Mas, para escolha há um resultado, e se os resultados de Divinópolis não estejam lá essas coisas, é porque os caminhos escolhidos pelo próprio povo têm sido os melhores.
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