‘Guerra virtual’

As eleições estão cada dia mais próximas, e com isso a “guerra virtual” está declarada. Vídeos para lá, vídeo para cá, e claro, ataques e fake news por todos os lados. A verdade é que “viver” em tempos de política nunca foi fácil, mas tem se tornado torturante a cada pleito. Sem qualquer tipo de respeito ou responsabilidade, os candidatos têm tornado o período eleitoral cada vez mais difícil, angustiante e atroz. Além dos ataques aos seus rivais, eles não medem esforços quando o assunto é “plantar notícias falsas”. O pior de tudo é ver que os mesmos que se autointitulam contra a corrupção são os mesmos que não pensam duas vezes inventar, em causar o pânico, e espalhar a desinformação. O jogo é mais que baixo, e desleal. Ele é sujo, penoso, violento. Sim! Essa é a realidade que a população vai enfrentar até o dia 6 de outubro. Uma ‘guerra virtual’ regada a muitos ataques, e notícias falsas. À população restará ficar atenta e não apenas avaliar quem tem a melhor proposta, mas quem conseguiu trazer para a realidade tudo aquilo que estava no discurso, que estava no mundo virtual. Afinal de contas, aqui no mundo real, o povo precisa mais do que palavras, o povo precisa de ações. E, já está mais do que provado que vídeo não enche barriga, não zera fila do SUS, não melhora a infraestrutura de uma cidade. O máximo que ele faz é uma boa maquiagem, que infelizmente sai, no primeiro segundo, quando a verdade bate à porta.
Faltando pouco menos de 30 dias para o início das convenções partidárias, quando a população enfim conhecerá as suas opções, o que se vê é apenas uma guerra virtual desenfreada, que mostra que o dever de casa do eleitor este ano será pesado. Pois, a tendência é que tudo piore. Os ataques continuarão por todos os lados. Na busca incessante por mostrar quem é o melhor, o mais honesto, o mais confiável, não faltarão tiros. Mas, a verdade, nua, crua e sem qualquer tipo de maquiagem, é que certo está aquele velho ditado: “Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo”. Por mais que tente, o eleitor não vai conseguir se enganar. O jogo começou, a ‘guerra virtual’ também, os ataques, mas a realidade é que o dono desse circo é o povo, que no fim de tudo isso paga a conta, quer queira, quer não! Pois, se tem algo que ninguém muda, que vídeo nenhum é capaz de mudar, é o real. Esse sim, bate à porta, sem dó e sem piedade.
O dever de casa nas eleições 2024 está mais pesado, mais amargo. Dentro deste jogo desleal, sujo, pesado, violento, dessa ‘guerra virtual’ carregada de ataques e fake news, a verdade escancarada é que a população é usada apenas como massa de manobra. O único interesse são os votos, e se manter no poder. E, o pior de tudo isso, é ver que não há sequer um disfarce mais. Basta ser um pouco de atenção para perceber que não há interesse coletivo, ou de sequer mudar uma realidade aqui, ou outra ali. O objetivo com tudo é apenas mostrar quem pode manda mais, quem pode mais! Aos eleitores, o recado é: peguem os coletes, porque nessa guerra, é cada um por si e Deus por todos, mas no fim são todos no mesmo barco, pagando a mesma conta.
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