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Editorial

Quem paga a conta? 

Quem paga a conta? 

As eleições estão cada dia mais perto, e já dá para sentir o cheiro do desespero dos candidatos no ar. Muito além de uma “simples guerra virtual”, a coisa está partindo para a esfera criminal, e isso mostra que além de desesperados, os candidatos talvez não entenderam ainda o que um representante do povo faz. Toda essa situação só comprova algo que o Agora frisa neste espaço: retrocesso. Essa é a palavra perfeita para definir a atual situação do Brasil. Os períodos eleitorais, as disputas ideológicas, partidárias e religiosas têm comprovado isso cada vez mais. O país está de fato retrocedendo. Ao invés de dar passos largos à frente, tem dado para trás. E, se tem algo que confirme isso é que passar por essas eleições, visto o atual cenário, definitivamente não vai ser fácil. Usados como massa de manobra, os eleitores não imaginam o que está acontecendo nos bastidores da política, e muito menos os interesses envolvidos, nos quais a população está em último lugar. Aliás, o povo só entra na parte da conquista dos votos e da confiança. Mais nada! 

Mas, para quem é um pouco mais atento já percebeu que além de guerra virtual, de ataques, de disputa ideológica, partidária ou religiosa, as eleições municipais viraram palanque político nacional, e o que tem candidato usando o pleito para garantir a sua vaga em 2026 na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), e na Câmara dos Deputados, não é brincadeira. Não é preciso ser expert ou cientista político. Basta prestar um pouco mais de atenção para ver que as eleições 2024 além de estar se tornando um verdadeiro circo, com requintes de crimes cibernéticos, está se tornando uma antecipação das eleições de 2026. Apesar de saber que é impossível separar política de paixão, e que a polarização segue cada vez maior à medida que as eleições se aproximam, a verdade é que o eleitor deveria sim prestar um pouco mais de atenção nas entrelinhas. Pois, são nelas que os detalhes determinantes têm feito morada. Talvez, muito mais do que estar atento aos pormenores, o eleitorado possa começar pelo fato de que literalmente as eleições municipais estão caminhando para virar caso de polícia, diante os ataques que têm sido promovidos, regados a muita fake news, e claro, na guerra virtual. 

E, lógico, que diante do cenário massacrante que os envolvidos têm criado, a pergunta é: esperar o que? O que se pode esperar de possíveis futuros representantes, quando é possível sim respeitar o outro lado, mas preferem partir para a criação de notícias falsas, e de ataques sujos? Tudo isso se volta apenas para uma constatação: não, não adianta achar que um candidato que promove tudo isso, em um total desrespeito com os eleitores, terá uma postura diferente se eleito. Afinal, se a coisa está assim agora, imagina quando o poder bater à porta? E, não, não tem como evoluir quando não se tem sequer o respeito por quem lhe confiará o poder por quatro anos. O povo pode sim tentar se enganar e achar que a conta de seguir votando sem prestar atenção nas entrelinhas, ou no que grita, não vem, mas ela vem. E, vem da pior forma possível… e quem paga essa conta? Fica a reflexão.

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