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Preto no Branco

Maioria 

Maioria 

Fechada a janela partidária, a Câmara de Divinópolis tem uma nova roupagem. Apenas quatro vereadores não trocaram de partido: Flávio Marra, Wesley Jarbas, Rodyson do Zé Milton e Josafá Anderson. Em meio ao troca-troca visando às eleições de outubro, quem se deu bem foi o Republicanos: tem maioria absoluta no Legislativo com quatro representantes: Wesley Jarbas, Piriquito Beleza, Anderson da Academia e, por último — decidiu faltando poucas horas para o fim do prazo —, César Tarzan. Pelo menos até o fim deste mandato, vão reinar absoluto na Casa. Resta saber se, depois das urnas de outubro, seguirá a hegemonia.

Nenhum 

Com as mudanças, os partidos conhecidos e que tem se destacado nos processos eleitorais, vão ser representados apenas por um vereador. Exceto o Novo do governador Romeu Zema e do prefeito Gleidson Azevedo que conta com dois:  Breno Jr. e Ney Burguer. O Avante e o PSDB, por exemplo, têm Ana Paulo do Quintino e Ademir Silva, respectivamente. O PV um, PDT, PSD e PRD também. Assim, como Cidadania, União Brasil , Progressista e PL. E o Agir, antigo PTC, que abrigou Ilton de Aguiar. De fora está o PT, que voltou à ativa após a eleição do presidente Lula, mas que já não tinha, e o MDB, que perdeu todos os seus representantes. Partido que era representado em todas as legislaturas, como nesta, até a "lambança" feita pelo comando estadual. E não se sabe se terá tão cedo, visto que, até onde se sabe, não haverá chapas na disputa deste ano. Deve ter muita gente já com saudade do ex-prefeito Galileu Machado.

Retirou o nome 

E as mudanças na Câmara refletem não somente na disputa pelas cadeiras do Legislativo, mas na principal da cidade que é a de prefeito. Dado como certo como concorrente a ela, o vereador Edsom Sousa, que em muitas oportunidades declarou essa intenção, retirou seu nome. O principal motivo é que ele se filiou ao PSD, partido pelo qual concorre a pré-candidata Laiz Soares. Sousa disse que vai se mobilizar para apoiar a agora colega de legenda rumo ao Executivo. Com mais um nome fora do páreo, fica cada vez mais provável a polarização entre Gleidson Azevedo e Laiz. Pelo menos até agora, tudo caminha para isso. A não ser que daqui até o dia 5 de agosto, último prazo para a inscrição das chapas, surja alguma novidade. Algo que caminhe para o centro, por exemplo, já que as disputas ultimamente, se resumem em direita e esquerda. Neste bolo todo ainda entra o nome de Ademir Silva. Agora no PSDB, sua intenção é declaradamente à Prefeitura. Resta saber onde ele irá se encaixar. 

Fake news 

As eleições se aproximam, a movimentação e notícias na internet rolam soltas, e nada do PL das Fake news na Câmara dos Deputados ir para frente. Seu relator, Orlando Silva (PCdoB-SP), disse na última semana que irá sugerir ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que a matéria seja pautada para votação no Plenário. O projeto, que prevê a criação da Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, chegou a ser pautado em maio de 2023, mas o próprio relator defendeu o adiamento da votação por falta de consenso. O que houve será? O deputado sentiu na pele a situação? Há poucos dias, a vítima foi o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD). Agora vai?

Cobrança dupla 

Romeu Zema esteve no centro de duas audiências públicas realizadas ontem pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Na primeira, a comissão responsável cobrou esclarecimentos do seu governo  sobre a realização da 6ª Conferência Estadual das Cidades. O motivo é porque, até o momento, não houve convocação do evento pelo Poder Executivo e o prazo estabelecido em portaria nacional, que prevê o chamamento. Prevê também a necessidade de prestação de informações aos movimentos organizados e à população sobre a realização da conferência, que é a etapa anterior antes da nacional. O outro assunto é segurança pública. O objetivo é debater ações efetivas do comandante-geral da Polícia Militar junto ao governador em relação à recomposição das perdas inflacionárias, da ordem de 41,6%, toleradas desde 2015 pelos policiais militares. O governo já está ficando apertado para responder a esses questionamentos, principalmente, o do reajuste salarial. Já são nove anos de promessa. Ninguém é obrigado a prometer, mas quando faz isso, é obrigação cumprir.

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