Preto no Branco: no PRD

Nem PT, nem PSD. O destino do ex-prefeito Galileu Machado deve ser o Partido da Renovação Democrática. Ele recebeu o convite das lideranças do partido em Belo Horizonte. O PRD surgiu ano passado da fusão do Patriotas com o PTB. Como o martelo ainda não foi batido, a confirmação deve sair nos finalmente, amanhã, quando a maioria que saiu de legendas ou ainda vai mudar deve confirmar suas filiações, já que o dia seis é o último prazo para as mudanças partidárias. Outro que também está de saída do MDB - que deu uma tremenda de uma rasteira em Galileu após 40 anos - é Ademir Silva, mas ele também ainda não definiu a sigla a qual irá. O vereador, que não é candidato ao terceiro mandato, costura para entrar na disputa à Prefeitura. No entanto, não há definição ainda, o que deve sair também só nos acréscimos do prazo eleitoral.
De fora?
No auge dos seus 92 anos, Galileu tem um saúde mental e física capaz de causar inveja em muitos uns 40, 30 anos mais novos. Mas, pelo cenário desenhado até o momento, deve ficar de fora da disputa, apesar de ter revelado à coluna ainda no ano passado que estaria no páreo. Caso a saúde permitisse, é claro. Esse quesito está ok. O problema é se encaixar em uma chapa, visto que a disputa, caso caminhe apenas para duas, é ferrenha. Além do grupo do atual prefeito Gleidson Azevedo (Novo), tem o de Laiz Soares (PSD). O certo até o momento é o nome de Laiz nesta formação, e, junto ao ex-prefeito, tem outros rostos conhecidos, como o de Ademir Silva e o também ex-prefeito, Demetrius Pereira (PSB). Claro que tudo ainda está no campo das projeções, porque as inscrições das chapas na Justiça Eleitoral são em agosto. No entanto, essa movimentação partidária desta semana e as federações as quais os partidos pertencem já dão um panorama do que pode acontecer até lá. Porém, algumas mudanças importantes devem ocorrer, envolvendo, inclusive, decisões judiciais que afetam diretamente pessoas envolvidas na disputa.
À reeleição
Ainda no campo do "pode ser" está o prefeito Gleidson. Ele não confirma ainda sua pré-candidatura - diz aguardar o momento certo -, mas todos os outros pré e possíveis candidatos à sua cadeira atual já trabalham com esta possibilidade. Se sua intenção é a incógnita funcionar como uma “carta na manga", neste sentido, não irá funcionar. O certo é que ainda faltam três meses para esta resposta vir e, com certeza, será sim. A não ser que daqui até lá, haja uma questão muito importante que o impediria. Ligada à Justiça, por exemplo, como dito no tópico anterior.
Vai de apoio
Confirmando sua candidatura à reeleição ou não, Gleidson tem apoios importantes. Um deles, e talvez o de maior impacto, o do PL. Apesar de o presidente nacional da sigla, Waldemar da Costa Neto, e o ex-chefe do Executivo nacional, Bolsonaro, alinharem com o diretório estadual para candidaturas próprias em municípios importantes, como Divinópolis, por aqui a legenda vai de apoio ao atual prefeito. Pelo menos é o que deixou entender o presidente da legenda em Minas, Domingos Sávio. Ele destaca esta parceria não somente com a gestão atual, mas com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), apoiador número 1, Bolsonaro e irmão do prefeito. Nesse contexto, não dá para imaginar uma candidatura própria do PL na cidade, que tem à frente a esposa do deputado Chèrie Mourão.
Novo comando
Enquanto as candidaturas à Prefeitura continuam indefinidas, as chapas rumo à Câmara seguem a todo vapor. Partidos como o PV e PT, inclusive, já definiram, sem citar nomes, e entende-se os motivos. Outra sigla que se movimenta é o União Brasil. Seu presidente, o advogado Eduardo Augusto Teixeira, inclusive já renunciou ao cargo de presidente da Associação dos Advogados do Centro-Oeste (AACO) para se dedicar à pré-campanha de vereador. Assumiu seu lugar a advogada Bruna dos Anjos, tendo como vice Luiza Gonçalves. Mudanças que de agora para frente serão comuns, pois o que não faltam são pré-candidatos ao Legislativo.
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