Carregando clima…
Domingos Sávio Calixto

Quousque tandem abutere, bolsonarismus, patientia nostra?

Por Bruno
Quousque tandem abutere, bolsonarismus, patientia nostra?

CREPÚSCULO DA LEI - ANO VIII – CCCXLIX

Até quando o Bolsonarismo vai abusar da paciência do país?

Para refletir sobre essa problemática, é imprescindível deixar claro que o recente aglomerado delituoso formado na metade da última década e apelidado “bolsonarismo”, não se confunde com a ideologia política conservadora conhecida por “direita”.

Ora, as ideologias “de direita” são seculares, historicamente relevantes em face das ações e posições jacobinas efetivadas durante a revolução francesa. Nesse sentido, as ideologias “de direita” ganharam patamar multinacional naquilo que, em suas bases originais, se deixou bem evidenciado.

Qualquer apedeuta em política sabe, minimamente, que a ideologia “de direita” tem lastro em correntes pautadas no culto à propriedade privada, na manutenção das hierarquias sociais, no ceticismo em relação a mudanças sociais bruscas fundadas em projetos radicais e, tanto mais importante, na intransigente imposição e preservação da ordem social.

Em se avançando um pouco mais, também se verifica que a ideologia política “de direita” se ramifica, dependendo do maior ou menor nível de defesa dos itens de sua pauta, sejam liberais, conservadores, nacionalistas, libertários ou autoritários.

Sob esse aspecto, as ideologias políticas “de direita” só fazem sentido em uma estrutura de governabilidade que se desenvolva no debate permanente com as ideologias políticas “de esquerda”.

Assim, as ideologias políticas “de esquerda”, por sua vez, possuem lastro na busca por maior igualdade social, na erradicação da pobreza, na crítica ao latifúndio e na concentração de renda, bem como pleiteia a transformação das estruturas de poder geradoras de injustiça social.

Na medida em tais ideologias políticas desenvolvem um permanente debate, uma acirrada dialética e uma incansável busca por espaços de poder, torna-se corolário que ambas acabem produzindo respectivas lideranças, no sentido mesmo de serem, para cada uma delas, o devido repositório de confiabilidade e prestígio.

É óbvio que o bolsonarismo não representa a “esquerda”. Então, o bolsonarismo representa a direita. (...) Será?

Não se pode afirmar tal coisa sem se considerar que a “direita” possui diversos nomes distintos, dignos, esclarecidos e, portanto, completamente afastados do bolsonarismo.

Isto porque o bolsonarismo é um modelo de fascismo à brasileira, é uma ideia de delinquência, imoralidade canalhice, despudor e corrupção crônica e sistêmica. Pior, tudo isso aglomerado e despejado no bojo de uma ideia de família (?) que transborda casos de criminalidade latente e constante. 

Trata-se de uma organização criminosa disfarçada de família que envergonha o Brasil dia-após-dia, inclusive no exterior. Nos últimos anos, não se passa uma semana sequer sem que não venha à tona mais uma notícia de nova corrupção, novo esquema, novo saque aos cofres públicos perpetrados por esse modelo delituoso. 

Tenha “santa” paciência. A política ideológica “da direita” não se confunde com essa escória, como também faz questão de se manter longe dela.

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…