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Cláudio Guadalupe

Retrospectiva 2025 – A poesia coletiva individual (Parte II)

Por Bruno
Retrospectiva 2025 – A poesia coletiva individual (Parte II)

Hoje vamos continuar a Retrospectiva 2025 com a certeza de que teremos muita poesia nesse ano de 2026.

No segundo semestre de 2025, o mês de julho foi de avanços no Projeto POESIA: NOSSA RESISTÊNCIA CULTURAL, apresentando a poética de Guilherme de Oliveira, Fabiano Fuscaldi, Davi Santos, Jéssica Sabrina e Anderson Ribeiro.

No mês de julho ainda desenvolvemos a análise necessária: para que serve mesmo a poesia? Importando aqui o significado da poesia comprometida e social, com os autores Vinícius de Moraes, Gonçalves Dias, Cláudio Guadalupe, Thiago de Mello, Paulo Leminski, Mário de Andrade e Carlos Drummond de Andrade. De Thiago de Mello, retomamos um poema contagiante:

JÁ FAZ TEMPO QUE ESCOLHI

A luz que me abriu os olhos
para a dor dos deserdados
e os feridos de injustiça,
não me permite fechá-los
nunca mais, enquanto viva.
Mesmo que de asco ou fadiga
me disponha a não ver mais,             Thiago de Mello
ainda que o medo costure
os meus olhos, já não posso
deixar de ver: a verdade
me tocou, com sua lâmina
de amor, o centro do ser.
Não se trata de escolher
entre cegueira e traição.
Mas entre ver e fazer
de conta que nada vi
ou dizer da dor que vejo
para ajudá-la a ter fim,
já faz tempo que escolhi.


Ainda nesse mês, trouxemos os Hai kais desenvolvidos por Guilherme de Almeida, Olga Savary, Mário Quintana, Leminski, Alice Ruiz, Carlos Nejar, Millor Fernandes e outros, no Brasil. Escolhemos a poeta Olga 

Savary, com o hai kai:

IDADE DA PEDRA    

    Querer, quero agora     

ritmo de existir da pedra     

    na paz das cavernas. 

            .

No mês de agosto, trabalhamos a poesia e o folclore, quando descobrimos os versos amazônicos de Raul Boop, poeta modernista no seu livro COBRA NORATO (1931). Ainda no mês, destacamos os poetas divinopolitanos como Laise Teixeira Silva, José Maria da Silva e Lucas Galvão. Este lançou seu livro "CAVALO, POESIA PARA SE LER EM PÉ", numa festa completamente poética, no bar Palco e Balcão. É dele a poesia social que gostamos de ler:

PALAVRA DE LUXO

Seu Joaquim

viveu até os 85

filhos teve 7

netos, 9

já morou na roça

favela                                     

Lucas Galvão                              

prédio

com parentes

de favor

trabalhou de lavrador

pedreiro

porteiro

parou de fumar aos 40

de beber aos 70

chorou em público

quando o América

subiu para a primeira divisão          Hugo de Lara

foi à praia 3 vezes

no mar entrou 2

nunca falou

nem ouviu

eu te amo.

Setembro: divulgamos poetas como Yasmin D. Borges, Ana Carla Gomes, Jéssica Sa - 

brina, Mariana Ferreira Manoel (do coletivo SOPA, do CEFET), Bruna Costa e o acadêmico Marco Antônio Pinto. 

Ao final do mês, discutimos a literatura latino-americana com o escritor Eduardo Galeano (Uruguai) e seus textos afiadíssimos quanto à realidade da América Latina, como nesse poemeto:

A igreja diz: O corpo é uma culpa.

A ciência diz: O corpo é uma máquina.

A publicidade diz: O corpo é um negócio.

O corpo diz: Eu sou uma festa.

Em outubro voltamos a divulgar poetas da cidade: Juvenal Bernardes, Fabiano Fuscaldi e Maria José G. Gomes. Depois, homenageamos os poetas da literatura infanto-juvenil brasileira: Cecília Meireles, Ruth Rocha, Vinícius de Moraes e Roseana Murray.

Ao final de outubro, houve a IV Primavera Poética do ARTEFERIA, com a poesia de Cláudio Guadalupe, “Quem são os Poetas?”, e pela comemoração do Dia Nacional do Poeta (31/10), na Câmara Municipal de Vereadores, com a presença de mais de 50 poetas da cidade.

Novembro: a nossa coluna apostou na poesia do Hugo de Lara, de São Francisco de Assis, e na poesia negra, no Dia da Consciência Negra, os poetas Conceição Evaristo, Jorge de Lima, Sérgio Vaz e Daniella de Almeida (Slamer).Em dezembro: fechamos o ano, elogiando as instituições OAB Divinópolis e a Câmara Municipal de Vereadores, pela realização de concursos de prosa e poesia na cidade. E pelo Projeto “Poesia: Nossa Resistência Cultural”, demos vozes aos poetas Roseli Aparecida dos Santos, Marina Alves e o paulistano Lauro Cornélio

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