Ah, o poder!

Ditado conhecido diz que: para conhecer o caráter de uma pessoa basta dar a ela dinheiro e poder. Este talvez seja um dos ditados populares mais verdadeiros que existe. Afinal, o poder em si não corrompe o ser humano, mas ele apenas revela o verdadeiro caráter de quem o possui. O fato é que o poder é apenas um instrumento para o bem ou para o mal, dependendo de quem o usa. Findada as eleições municipais, Divinópolis está bem próxima de vivenciar mais uma disputa acirrada, e que merece não só a atenção do povo, mas principalmente do produtor rural. A eleição do Sindicato Rural está se aproximando, e o pleito tem levantado discussões interessantes, e que há muito estavam adormecidas na cidade. Como já previsto, o povo colocou sua “viseira” e fechou os olhos para assuntos importantes. E, o pior disso tudo, ao que tudo indica essa “viseira” foi colocada em troca de um convite aqui, outro ali, e pronto! A vida seguiu seu fluxo, enquanto um império de poder era estabelecido. Duas chapas disputam a presidência do sindicato neste ano, e uma delas traz questionamentos importantes, que estavam na “mala do esquecimento”. Talvez, o principal deles seja: o que o Sindicato Rural fez em prol do produtor rural? O que foi feito além da Divinaexpo? Longe de apontamentos e julgamentos contra a festa, porém para evoluir é primordial analisar e questionar. Afinal, a alternância de poder na democracia é saudável e deve ser preservada. E, se tem algo que passou longe desta entidade representativa foi essa alternância. O cenário chama mais a atenção quando a “Chapa 2” precisa entrar na Justiça para ter acesso à prestação de contas da entidade. Onde está a transparência? O que há de tão misterioso nestes documentos que os concorrentes não podem ter acesso? São questionamentos como esses, simples e sem muita novela que devem ser feitos pelo produtor rural neste momento. Pois, por mais que as obrigações do sindicato para com o produtor tenham sido deixadas de lado ao longo do tempo, elas ainda existem. Por mais que o poder tenha mostrado quem é quem neste “jogo”, um Sindicato Rural ainda tem como obrigação dar suporte aos produtores do campo, fornecendo informações, benefícios e contribuindo nas mais diferentes necessidades da classe.
Por mais que muita coisa tenha sido “deixada pelo caminho”, os sindicatos rurais são entidades que atuam pelos anseios e pleitos do setor, e devem propor medidas favoráveis aos seus interesses. Um sindicato não se limita a realizar festas. E, claro, por mais que “viseiras” tenham sido colocadas, a realidade acontece, e uma hora ela grita. Uma hora, chama o povo para se posicionar, a mostrar de fato a realidade, e o que defendem. Afinal, como é contumaz dizer, “não tem como plantar maçã e colher tomate”. Não tem como querer mudança, querer melhoria, e permanecer no mesmo. Uma hora a roda da vida gira e ela cobra. Ruim é quando ela cobra caro, e muitos saem no prejuízo. Refletir sobre o que se quer e o que se tem é preciso.
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