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Editorial

2026 é logo ali 

2026 é logo ali 

As eleições municipais se encerram oficialmente no domingo, em todo Brasil. Os resultados nas urnas mostram muita coisa, principalmente o cenário desenhado para 2026. Além do fortalecimento da política “tradicional”, o pleito mostrou o engrandecimento do “centrão”, uma esquerda enfraquecida e uma direita rachada. 

Com tudo isso, já é possível visualizar o que se deve daqui a dois anos. Ao contrário do que muitos imaginam, as eleições majoritárias já começaram e os bastidores estão a todo vapor. Os alinhamentos, quem vai, quem fica, a linha de trabalho dos reeleitos e os possíveis candidatos em 2026 devem adotar, já estão sendo discutidos. 

O fato é que a política não para, e os resultados da disputa deste ano mostram muito mais do que até mesmo se esperar nas próximas eleições, mas uma tendência que deve persistir por anos. Diferente do movimento que dominou o Brasil nas eleições de 2016, 2018 e 2020, o pleito deste ano revelou a consolidação da “velha política”. O resultado das urnas mostrou que o eleitor começa a se cansar da turma do “muito barulho” e pouca ação, que se autointitula contra o sistema. Esse leve movimento mostra claramente um desgaste dos outsiders, e um cansaço dos cidadãos. 

Sem outro caminho, o eleitorado brasileiro volta à velha guarda da política. Que, apesar de não ser a melhor escolha, ainda tem mais experiência e consegue articular um pouco mais do que a galera do “fala muito e faz pouco”. No fim das contas, a mensagem é: o povo quer trabalho. Os vídeos de redes sociais se desgastaram e a população, enfim, parece  enxergar que eles quase não mudam a realidade. O que muda mesmo é ação, articulação, interesse e o retorno em forma de melhorias nas mais diversas áreas. 

Outro recado deixado pelos eleitores é a exaustão da pauta direita contra esquerda. Apesar da direita ter avançado um pouco, ela começa a dar sinais de fragilidade e uma rachadura, enquanto as fraquezas da esquerda estão expostas. Há muito trabalho pela frente em ambos os lados, sendo justamente nessas “brechas” que o centrão se firma consegue “surfar” com mais facilidade na negociação de pautas. 

O eleitor parece estar mais consciente da importância do voto e começa um movimento inclinando para iniciar a cobrança de demandas importantes, não se deixando levar pelo primeiro discurso bonito que vem pela frente. As eleições de 2024 mostraram que a política está sendo reconfigurada mais uma vez. 

Aos que ficaram e aos que chegaram, os eleitores deixaram seu recado. O ano de 2026 é logo ali e, por mais que a configuração tenha se alterado, uma coisa é clara: o eleitor anda meio cansado de discursos bonitos e baratos. Então, é bom os eleitos mostrarem ações, pois tudo pode mudar mais uma vez.

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