Vai entender

O período chuvoso chegou, e com ele, claro, os velhos problemas que assolam o Brasil. Embora naturais e recorrentes, as enchentes representam um grande problema para muitos municípios brasileiros e podem gerar perdas irreparáveis para as populações atingidas. Em Divinópolis, basta chover um pouco acima da média para que estragos sejam registrados cidade afora. Mas, o que mais chama a atenção é que entra ano, e os mesmos pontos ficam debaixo d’água. No mês passado, por exemplo, bastaram as primeiras chuvas para que casas no bairro Serra Verde e a região do shopping, no bairro Bom Pastor fossem alagadas. Isso sem falar na rua Ibituruna no Ipiranga. Não resta dúvida que esses moradores desses locais precisam, são de ações que consigam solucionar essa questão, não dá para viver todo ano de doações depois que perderam tudo.
Especialistas apontam que a desigualdade social característica do Brasil é um fator que provoca o aumento do volume de estragos causados pelas enchentes no país, e que elas podem ser minimizadas por ações de controle do uso e ocupação do solo, além da preservação da vegetação nativa também contribuir para a minimização delas. Há também ainda medidas como: planejamento urbano e territorial; criação de políticas habitacionais; preservação das matas ciliares; destinação correta de resíduos sólidos; criação de reservas de preservação ambiental; combate aos processos de erosão e sedimentação dos rios; limpeza, monitoramento e conservação dos cursos de água. A questão é saber o que está sendo feito no país para evitar que essa situação se repita? Ou há apenas planos de arrecadação de doações, depois que tudo foi perdido, mesmo tendo conhecimento dos locais que ficam debaixo d’água todos os anos? São situações como essas que o eleitor deve levar em consideração quando o assunto é votar, pois na prática a coisa é totalmente diferente do que nos vídeos e nas promessas de redes sociais.
Na prática os rios, os córregos transbordam, as mesmas ruas alagam todos os anos, e não há um plano sequer para ser trabalhado antes que as tragédias aconteçam. Antes que moradores percam seus bens, e em alguns casos, até suas vidas. Vai entender os governantes brasileiros. Por que eles olham para um velho problema e não conseguem solucioná-lo, ou não se esforçam para isso. Vai entender a população que segue jogando lixo nas ruas, córregos e rios, sem pensar nas consequências.
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