Editorial

Caminho sem volta
Alguns caminhos escolhidos durante a vida não têm volta, e são capazes de causar estragos inimagináveis. A prova disso foi o ataque cometido na noite desta quarta-feira, por Francisco Wanderley Luiz, conhecido como “Tiu França”, filiado ao PL, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. É impossível não ver esta situação e não remeter a atos desenfreados e irresponsáveis por parte de alguns da extrema direita no Brasil desde 2016. E, não tem como abordar o assunto sem citar o início de tudo, sem apontar de onde tudo isso “brotou”. Sem qualquer tipo de responsabilidade, criaram e disseminaram todo e qualquer tipo de notícias falsas, incluindo ataques pesados à democracia, que levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a tomar atitudes drásticas. Houve até equívocos de que a “liberdade de expressão” estaria sendo afetada. O fato é que como já dito aqui por diversas vezes toda ação tem uma reação. Toda. Não há uma ação nesta vida que não fique sem reação. Seja ela positiva ou negativa. O dia 8 de janeiro de 2023, e o 13 de novembro de 2024 entraram para a história do país, mas para mostrar que os caminhos escolhidos de 2016 para cá, não trouxeram bons frutos. E, apesar de muita gente já ter se esquecido, existem nomes, sobrenomes e responsáveis por isso.
E mesmo não sendo possível enumerar quantos estão envolvidos nisso, os gritos contra a democracia, as palavras atacando a Constituição Federal e proferindo mentiras e mais mentiras ainda ecoam no tempo. O resultado de tanto ódio junto com as redes sociais está aí. Do caminho escolhido também. O que mais estarrece é ver que em meio ao caos que ainda está no chão em frente à Esplanada dos Ministérios, resta apenas uma nota. Sim! Uma nota de repúdio dos maiores causadores de tudo isso, dizendo que são contra qualquer tipo de violência e reafirmando o seu compromisso com os valores democráticos. Seria cômico se não fosse trágico. Além de provar que o caminho escolhido há oito anos trouxe frutos amargos, todo este cenário comprova que o Brasil é o país da piada pronta. Definitivamente não tem como levá-lo a sério. A esta altura do campeonato, depois de anos disseminando ódio e mentiras, é no mínimo vergonhoso dizer que os ataques a instituições públicas vão contra os princípios defendidos do partido.
Depois do ocorrido o que preocupa é pensar que o ainda se tem pela frente, visto que o plantio de ódio e desinformação foi longo e encontrou um terreno fértil. Visto que tudo terminará em nada, e com notas de repúdio contra a violência depois de o ódio ter sido plantado, espalhado de todas as formas possíveis. É desolador ver que com tantos caminhos livres para trazer o desenvolvimento para o país, governantes e boa parte da população optou pelo pior deles, o que ainda trará frutos amargos para serem “digeridos”. Se de tudo isso ainda é possível tirar uma lição, sem sombra de dúvidas é a de que toda ação tem uma reação, por isso, todo cuidado é pouco.
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