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Editorial

Como dói

Como dói

O Dia das Mães está chegando e é impossível não apenas se emocionar, mas também fazer reflexões importantes sobre o papel do maternar na sociedade. Longe do romantismo pregado pela data, maternar definitivamente não é fácil. Para nascer uma mãe, uma versão da mulher morre e dá espaço à outra, que será construída aos poucos, dia após dia. 

Ser mãe dói - como dói. Exige renúncias, novos planos e caminhos. Optar pela maternidade é como tatuar no meio da testa: sou mãe! E, elas são reconhecidas a quilômetros de distância. Por isso, no fim, aquele velho ditado de “mãe é tudo igual” prevalece. Afinal, junto às renúncias, que envolvem carreira, projetos pessoais, vaidade, autoestima, corpo, estética, vem também o nascimento de um amor e uma força sem igual, que poderíamos dizer ser os mais potentes do mundo. 

De fato, não existe nada maior na humanidade do que o amor de uma mãe. Ao contrário do que muitos dizem, ao nascer um filho não nasce uma mãe. O maternar é construído. Ao nascer um filho, nascem automaticamente mãos que abrem caminhos, beijos que curam, amor que protege, olhares que direcionam e um brilho inigualável no olhar. 

Ser mãe é, sem dúvidas, um dos papéis mais desafiadores da mulher na sociedade. Pausar carreira, escolher seguir trabalhando na licença maternidade, escolher deixar tudo e se dedicar somente aos filhos… Escolhas que, no fim, levam ao mesmo destino: dar conta de tudo. Ser mãe é o trabalho não remunerado mais pesado que existe. 

Entre os sabores e os dissabores, erros e acertos,  está a certeza de que ser mãe é de fato o trabalho mais difícil do mundo. E esse “cargo” não é para qualquer uma. Pode-se dizer que, ao escolher maternar, a mulher ganha automaticamente a função de “diretora de operações”. O mais encantador de tudo isso é que, mesmo em meio a exaustão e às incertezas que o “cargo” traz, com responsabilidades e requisitos bem amplos, elas espalham pelo mundo o amor mais potente que existe. Como diz a canção, de todo amor que um ser humano pode ter, metade vem delas: mães. 

Se tem algo que todos concordam é que não há nada mais precioso neste mundo do que o amor de uma mãe. Amor que cura. Toque fica. Risada que é música para os ouvidos. Cheiro que aconchega. Colo que acalenta. Quem dera se, por um descuido, Deus as fizessem eternas, que todos pudessem ter pela eternidade aquelas que um dia embalaram seus filhos no colo em um ninho de amor. Hoje, com a chegada do Dia das Mães, é impossível não refletir sobre esse lugar de descanso, esse abrigo da tempestade, que nos mantêm aquecidos, e que são as lembranças de amor que nos trazem de volta para casa. Que está lá para nos dar conforto e nos manter aquecidos, mesmo em meio a renúncias e incertezas. 

A elas, que são as donas do amor mais potente do mundo, o nosso mais sincero Feliz Dia das Mães.

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