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Editorial

Fio de esperança 

Fio de esperança 

Aprovado! Apenas uma palavra, mas com um significado imenso, que pode mudar o rumo da saúde pública de Divinópolis. Os prefeitos que compõem o CIS-URG, gestor do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Centro-Oeste de Minas, aprovaram por unanimidade para que o consórcio administre a Unidade de Pronto Atendimento Padre Roberto (UPA 24h). A notícia vem com uma pontinha de esperança e a velha pergunta: agora vai? Inaugurada há 10 anos, a UPA era uma das grandes promessas de melhorias na saúde pública da cidade, mas virou um grande fiasco, uma “pedra no sapato” nas gestões municipais. Acumulando em seu histórico filas gigantescas de atendimento, revolta, descaso, denúncias e descontentamento da população. A unidade provou por mais A + B que a terceirização na Saúde aqui não funcionou. Administrada desde o seu início pelas chamadas Organizações Sociais (OS), a UPA já tem em sua trajetória três terceirizadas, que foram contratadas para gerenciar a unidade, mas deixaram, além de um rastro de caos, revolta. 

A proposta foi colocada à mesa há cerca de 20 dias, pelo vereador Rodyson do Zé Milton (PV), que defendeu a ideia após a morte da menina Thallya, de 4 anos. Pressionado por todos o lados, o Executivo aceitou, e começou as tratativas. Já estava mais do que provado que o modelo atual de gestão da unidade não funciona mais. Era preciso ir um pouco além dos discursos bonitos. Era preciso ideais novas. E, claro, ação. A esperança agora é que enfim a UPA comece a funcionar como deve ser, e o povo possa utilizar o serviço sem medo. A expectativa é grande, assim como a promessa de que “agora vai!”. Afinal, o discurso é de que com a expertise do CIS-URG Oeste, que já lida com urgência e emergência, o cenário pode melhorar. Mas, muito mais do que poder, a situação tem por obrigação melhorar. Pois, entre Santa Casa de Formiga, IBDS e Ibrapp, os divinopolitanos já estão cansados de procurarem atendimento médico e encontrarem negligência. O desejo é que enfim agora realmente vai. Enfim, a unidade comece a funcionar como deveria. Sem desculpas. Sem justificativas. Afinal, “notas de pesares” e “esclarecimentos” não fazem o tempo voltar, e vidas serem salvas. 

A possibilidade de o CIS-URG  assumir a UPA traz aquele fio de esperança que a população tanto precisava. Um novo modelo de gestão. Um consórcio que não visa lucro, como vem ocorrendo. Um consórcio já com ampla experiência no atendimento de urgência e emergência. Impossível não criar, nem que seja mínima, aquela expectativa de “agora vai”, aliás, tem que ir. Nem que seja de algum lugar essa esperança tem que nascer. Afinal, por todos os lados, da atenção primária  à internação em hospitais, o povo só encontra o caos, o desespero e a falta de esperança. Muito além do que uma sensação de alívio, do que um fio de luz, é mais do que preciso que enfim algo dê certo na saúde pública da cidade. É necessário que um caminho trilhado dê em algum lugar, e que a população enfim veja algo de bom acontecendo. Aos envolvidos boa sorte! E, que esse fio de esperança se transforme em bons frutos, em caminhos abertos para mais melhorias. O povo merece.

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