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Editorial

Desafios 

Por Portal Agora
Desafios 

Inaugurada em 27 de março de 2014, a Unidade de Pronto Atendimento Padre Roberto (UPA 24h) era a grande promessa de melhoria na saúde pública de Divinópolis. Mesmo reduzindo os leitos de urgência e emergência com a transição Pronto Socorro x UPA, no papel a Unidade funcionaria com excelência e resolveria “como em um passe de mágica” as muitas mazelas que o povo enfrentava - e ainda enfrenta - quando o assunto é saúde pública. O que os governantes não contavam na época, era que para se ter uma saúde pública de excelência é preciso que todos os “atores” estejam desempenhando bem o seu papel. Daquele 27 de março para cá, poucas foram as histórias de sucesso da UPA. Gerenciada por Organizações Sociais, as chamadas OS, a Unidade enfrentou em sua trajetória as mais tristes notícias. Corredores superlotados, pacientes aguardando por atendimento em filas quilométricas, profissionais sobrecarregados, salários atrasados, ameaças de paralisação do serviço, e ele de fato quase parou no início de 2017. O mais perfeito e absoluto caos. A verdade é que dava medo de adoecer e precisar de atendimento na Unidade. Afinal, o descaso pairava sobre o local. 

Precisou de a crise chegar em seu auge, com sucessivas mortes para que o Poder Executivo e Legislativo se unisse em prol de uma solução para a UPA. E, ela veio, e mostrou que quando se tem o interesse de resolver algo, é possível sim. O vereador Rodyson do Zé Milton (PV) indicou que o CIS-URG Oeste, Consórcio que administra o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), gerenciasse a Unidade, e o prefeito Gleidson Azevedo (Novo) acatou. Naquele momento Divinópolis fazia história. Executivo e Legislativo juntos em prol de uma causa maior. Trazer enfim uma solução para um dos milhares de problemas que a população enfrenta em seu dia a dia. Ontem, 15, completou um ano que o CIS-URG Oeste começou a administrar a Unidade, e as melhorias são perceptíveis. Depois de 10 anos de agonia, enfim os divinopolitanos conseguem sentir mais segurança do atendimento no local. E, quando fala-se em atendimento não é apenas o médico, mas também o humano. Diversos avanços foram feitos na Unidade. E, há de se destacar o trabalho do Executivo Municipal, que colocou o povo acima de tudo, e foi humilde para acatar a sugestão vindo do Poder Legislativo. Histórico. 

Mas, como tudo por aqui não é perfeito, todos sabem que ainda é preciso avançar e muito para que o povo possa de fato se sentir seguro quando o assunto for “precisar de atendimento médico na saúde pública”. É preciso que os governantes sigam em sintonia, e busquem a solução para que a rede funcione de forma assertiva. Afinal, se a UPA ainda tem vários desafios para enfrentar, três deles são nítidos: falta uma atenção primária eficaz, leitos hospitalares para que os pacientes tenham para onde ir em caso de internação, e recursos para investir na infraestrutura do Unidade. Muito foi-se feito, é fato. Historicamente a UPA nunca foi tão bem gerenciada como agora, mas é preciso que os governantes não cessem o trabalho e sigam trazendo soluções para este problema tão sério que chama-se saúde pública.

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