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Editorial

Coragem

Coragem

O jogo na política começou — e já faz tempo. Quem acompanha os bastidores sabe, e muito bem, que os movimentos estão sendo milimetricamente calculados, por todos os lados, desde o ano passado, mas só agora a população começa a ver as concretizações. A verdade é que as articulações não param. Do momento da diplomação, da posse, das novas eleições, tudo flui em um único objetivo: permanecer no poder. 

Divinópolis viu, neste final de semana, mais um capítulo da política local ganhando forma. Foram escolhidos internamente os quatro primeiros pré-candidatos a vereador. O martelo, no entanto, será batido apenas nas convenções partidárias, entre 20 de julho a 5 de agosto. Até lá, as siglas locais devem continuar avaliando o cenário e estudando as melhores alternativas, especialmente com foco no Legislativo. 

Os divinopolitanos já podem vislumbrar um pouco do que vem por aí. A responsabilidade bate à porta e está cada vez mais perto. Os eleitores podem até tentar se desvencilhar, mas a realidade aponta para a necessidade de um eleitorado cada vez mais qualificado. Afinal, de nada adianta fazer escolhas com base em quem teve o discurso mais bonito – e que nunca vai sair do papel – e depois ir para as redes sociais reclamar que as melhorias não chegam. 

O tempo de observar chegou para os eleitores. Enquanto os bastidores estão a todo vapor, à base do quem sai, quem fica, agora é o momento de avaliar. E, claro, deixar suas paixões de lado. Afinal, algumas coisas na vida devem ser estudadas com mais racionalidade e menos paixão. O próprio significado da palavra define bem: “Derivado da palavra grega pathos, a paixão significa excesso, sofrimento, assim como no latim a palavra paixão também deriva de passus, que designa sofrer. Como representação de um sentimento intenso, a paixão tem a sua iconografia relacionada ao imaginário amoroso”. Para se fazer escolhas tão importantes, como quem representará um povo no Parlamento e no Executivo de uma cidade, tais decisões devem ser tomadas encarando o real, de forma fria e calculista. Assim como é feito nos bastidores da política, despidas do imaginário de amor que a paixão traz. 

É hora do tempo de mudança do eleitor. Afinal, de nada adianta votar sem conseguir encarar a realidade, e depois “choramingar” nas redes sociais. A vida exige ação, exige coragem. O eleitor precisa encarar esse grande desafio que se coloca à porta. De fato, escolher um representante não é nada fácil, especialmente quando se está distante dos acontecimentos da política local. Porém, não é impossível mudar essa realidade. Um pouco de interesse e dose de realidade já podem mudar totalmente o rumo de uma cidade. Se o eleitorado quiser, ele pode, sim, fazer a diferença nas urnas neste ano, e ser a tal mudança que tanto prometem ser. 

Afinal, é como disse o poeta: “O que a vida quer da gente é coragem!”.

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