Carregando clima…
Cláudio Guadalupe

De poeta e louco, todos nós temos um pouco!

Por Bruno
De poeta e louco, todos nós temos um pouco!

A Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago, além de um acervo grande (120 mil livros) e variado, tem um conjunto de servidores que mostram muito valor! E Sérgio Rezende tornou-se um património da biblioteca. Agente cultural, responsável pela agenda mensal de ações culturais da biblioteca, ele tem uma veia artístico presente em sua alma, de declamador, palhaço e contador de histórias. Hoje, vamos conversar um pouco com ele.

C:\Users\claud\AppData\Local\Temp\ksohtml11844\wps1.png   Sérgio Rezende

Para tal, realizamos uma entrevista, junto ao outro servidor, o João Carlos Ramos, no mês passado. Então vamos lá!

 P - Sérgio, vamos iniciar perguntando como você se aproximou das artes e o que lhe mais marcou na carreira artística em Divinópolis?

 R - Eu sempre gostei de teatro, de artes e em 1989, o Osvaldo André me chamou para fazer uma peça “A Vida do escritor Sebastião Benfica Milagre”. Foi a primeira vez que subi ao palco. Eu tinha nesta época um fanzine, o Permuta Ideológica, que durou uns dois anos, até 1991. Era feito em xerox, para divulgar os poetas, escritores da cidade.

Mas aí começamos a fazer teatro e o diretor Neli Marçal, me convidou para trabalhar em outra peça. Aí veio mais peças com o Osvaldo André, daí fundamos os CÍNICOS, lá no Inesp (hoje Uemg) com Adriano de Paulo Rabelo, o Elvis Gomes, o Willian. Trabalhamos com o Neli Marçal, no grupo Cia Dramágicos e depois com o Carlos Antônio Lopes, com quem aprendi muito a montar exposições, dirigir e atuar. Ficamos uns oito anos com o Cia Dramágicos e depois saí, eu e minha esposa Cláudia (artesã). Comecei a contar histórias, mas já estava na biblioteca, desde 1999, concursado como agente cultural, para fazer a agenda cultural da biblioteca. 

 P - Como se desenvolveu seus trabalhos na Biblioteca Pública Municipal Ataliba Lago?

 R - Entre 2000 e 2002, aqui tinha a SAB, Sociedade dos Amigos da Biblioteca e na época, fazíamos produções culturais, através da SAB, com os recursos da biblioteca, administrados por ela. Fizemos um curso para contadores de história e formamos 120 contadores. Retornamos o xadrez, que era uma atividade muito forte na biblioteca, que era uma tradição, desde os anos 70. Fizemos a entrega de certificados para os melhores leitores, que hoje está parado e precisa voltar, que existia desde a década de 1970, quando prefeito Walquir Rezende entregava esses certificados. Depois retomamos a Noite da Poesia, que veio para cá nos anos 2.000, e até hoje a realizamos. 

Mas a atividade mais importante são as visitas orientadas das escolas à biblioteca, porque, pela estatística, em 2024, recebemos 2.540 e no ano passado, recebemos 2.315. São milhares de pessoas que passam por aqui e depois voltam para fazer as carteiras da biblioteca. São alunos da EJA, de Abrigos, do Cras, do Sersam, de faculdades, do Raio do Sol, das escolas municipais e estaduais. E há também o projeto BOM PASSEIO, que traz educadores e especialistas das escolas, numa parceria com a Semed/Semc.

image
image

Fazemos também ações culturais nos bairros, com o projeto LIVRO LEVE E SOLTO, a Biblioteca na Praça e participando das Festas Literárias.

P - E hoje, como está a agenda criada por você na biblioteca?

 R - Em abril, nossa agenda está cheia e vasta. Estamos fazendo o Projeto “A Noite Mineira de Museus e Bibliotecas”, de dois em dois meses, com a rede estadual. Participaremos da Semana Estadual de Incentivo à Leitura, em toda Minas Gerais, onde estarão cerca de 300 bibliotecas de Minas Gerais. 

A biblioteca é então uma referência cultural na cidade. Vamos agora retomar com o projeto Biblioteca Aberta aos sábados, para atividades junto à comunidade. Outra coisa que fazemos importante é que a cidade, não tendo galerias de arte, realizamos aqui exposições de artes plásticas e visuais, além de lançamentos de livros, palestras. 

 P - E a sua carreira artística solo, como contador de história e palhaço?

 R - Paralelo ao trabalho na Biblioteca, nós fundamos a Cia BORANDÁ, eu, Juvenal Bernardes e o Juca Figueiredo em 2009. Já fui diretor do Teatro Gravatá, de 2010/2012, uma experiência muito boa para conhecer os artistas da cidade. E na biblioteca, organizo a NOITE DA POESIA, que se tornou uma tradição na cidade.

Compartilhe:WhatsAppFacebookTwitter

Comentários

Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.

Carregando comentários…