Editorial: em cada lado

Ainda não é possível determinar qual foi o momento que o Brasil polarizou dessa forma, e iniciou essa onda de retrocessos. Em cada um dos lados na política brasileira, que se autointitulam direita e esquerda, a única coisa que se vê é o país perdendo absurdamente com este movimento. Em uma rixa que parece ser infinita, os lados seguem na busca incessante de provar quem manda mais, quem sabe mais, quem é mais honesto, apontar o dedo para quem supostamente é mais cruel. E tudo começa em um sistema que funciona mais ou menos assim: a “briga” inicia com os políticos, que disputam quem tem o melhor discurso, que é menos corrupto, quem faz mais, quem é a mudança do Brasil. Nesse “sistema” ainda tem-se o “julgamento”, eles apontam o dedo para todos os lados. Mostram as falhas, os problemas, o que deixou de ser feito, e claro, nunca apontam uma solução. Nesse meio todo está o povo. Que, talvez, desesperado, ansioso por melhorias, por mudanças, por não aguentar mais viver sem infraestrutura, escolhe um lado, que geralmente está mais alinhado com os seus valores, com a sua visão de vida. Porém, o que muita gente ainda não atinou, é que na verdade os políticos são todos “farinha do mesmo saco”, e que nessa desunião entre a população, a maior prejudicada é ela mesma.
Pode-se tomar o exemplo do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eles “desenham” o cenário perfeito do Brasil. Um da extrema direita. O outro da extrema esquerda. Não é possível contabilizar quantos ataques, e até mesmo fake news foram feitas nessa “relação”. Vídeo para lá, vídeo para cá, ataques, acusações, julgamentos, indiretas, tudo que se tem direito. A população, claro, tomou o seu lado e saiu em defesa, e atacou também, “sem dó e sem piedade”. Como dizem por aí: “o puro suco do caos”. Os dois se encontraram nesta quarta-feira, pela terceira vez, e a julgar pelo que os registros mostraram, foram cordiais um com o outro. Em outras e poucas palavras, não fizeram mais do que a obrigação de governantes. Talvez o “x” da questão seja justamente este: quem ganha com essa polarização? A única resposta certa para esta pergunta é: com certeza o povo que não é. Aliás, é possível afirmar de olhos fechados, que é o que mais perde
E, obviamente que a situação de Zema e Lula deixa uma lição para os brasileiros, essa busca incessante por ideologia, por um herói que salve o Brasil de suas mazelas não leva ninguém a nada. Ser “financiador” disso então. Talvez, se todos estivessem focados apenas no trabalho, e não envoltos em suas próprias paixões, o país estaria mais evoluído. Sim! Já está mais do que comprovado que essas paixões, essa ideologia política não levou o Brasil a nenhum caminho, a não ser o do retrocesso. E, o que traz mesmo evolução para uma nação é trabalho, e trabalho duro, unido. Ninguém ganha com essa disputa absurda de quem é o melhor, quem é o mais honesto, quem faz mais. Afinal de contas, estando o povo desunido, partido ao meio, em cada lado, a única certeza que se tem é a de que essa “canoa” não chegará a lugar nenhum.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
