Eduardo Bolsonaro é demitido da Polícia Federal por abandono de cargo
Decisão foi assinada pelo ministro da Justiça e encerra processo administrativo aberto após ex-deputado não retornar ao posto de escrivão no Rio de Janeiro

O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF) por abandono de cargo. A decisão foi assinada pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, em 18 de setembro e publicada nesta segunda-feira, 21, no Diário Oficial da União.
A medida é resultado de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra Eduardo após ele não retornar às funções na Polícia Federal depois do fim do mandato parlamentar. O procedimento foi concluído pela corporação em julho, quando o relatório final apontou a demissão. A decisão definitiva, porém, cabia ao Ministério da Justiça.
Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, após ser aprovado em concurso para o cargo de escrivão. Ele ficou afastado das atividades para exercer o mandato de deputado federal por São Paulo. Com o fim do mandato, em novembro de 2025, deveria reassumir o posto na PF, no Rio de Janeiro, o que não ocorreu.
O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. À época, afirmou que havia deixado o Brasil em busca de refúgio diante do que classificava como perseguição política.
Processo disciplinar
O PAD foi aberto no início de 2026 em razão da ausência de Eduardo ao trabalho. Segundo a decisão, foram registradas faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos, conduta enquadrada como abandono de cargo.
Durante o processo, a Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinou o afastamento do ex-deputado da função e a entrega da carteira funcional e da arma de fogo vinculadas ao cargo.
Com a assinatura da portaria pelo ministro da Justiça, o desligamento de Eduardo Bolsonaro da Polícia Federal foi formalizado na esfera administrativa.
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