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Eduardo Augusto Silva Teixeira

Eleições 2026, a eleição histórica no Brasil

Por Eduardo Augusto · Colunista· 3 min de leitura
Eleições 2026, a eleição histórica no Brasil

Contam-se, hoje, 3 dias para as eleições. Já escolheu seus candidatos de forma definitiva?

Voltamos às urnas para digitar os votos para as escolhas dos deputados estaduais e federais, senadores, governadores, presidente e vice-presidente.

Notamos que, mais uma vez, o Tribunal Superior Eleitoral vem reforçando sua mídia institucional em relação à necessidade de comparecer às urnas para escolher os futuros governantes no Brasil.

De fato, é repetida a distância dos brasileiros nas eleições no Brasil, o que pode ser um dos males sociais em nosso país.

Além dos faltantes, o voto branco e nulo tem números impressionantes, deixando que a escolha recaia aos eleitores que comparecem ao pleito eleitoral.

Nota-se que os mesmos que sustentam que as coisas não andam bem, que reclamam das mazelas sociais, são, em grande parte, os que comparecem às eleições ou que sequer sabem ou se lembram em quem votaram nas últimas eleições. Poucos acompanham a política e os mandatos dos eleitos.

É uma espécie de chancela geral aos políticos eleitos, ou seja, os políticos vencedores votam e exercem seus mandatos de forma livre e desvinculados dos anseios de seus eleitores.

Pois bem, votando em branco, nulo ou não, o brasileiro tem fama de cidadão contestador. Ele deixa de votar ou vota sem compromisso com sociedade melhor, mas contesta tudo, quando tem sol ou quando tem chuva.

Votar em branco, votar nulo é errado, é ilícito? A resposta é não. São direitos do cidadão brasileiro, o voto branco como voto de satisfação do cenário político, já o voto nulo, como voto de protesto.

Aqui vai a nossa opinião sobre essas posturas. Data vênia, entendemos que quem vota, escolhe e deposita confiança no candidato tem direito de reclamar por exercer seu direito de cidadania.

Já quem vota branco, nulo ou sequer comparece às eleições, com todo respeito, não tem esse mesmo direito.

Encaixa-se bem o capítulo 41 de Eclesiástico ao nosso cenário: o homem perdeu a vergonha, perdeu a vergonha de fazer as coisas erradas, por isso que as coisas andam muito mal, ruins e inadequadas.

Se a política brasileira anda mal, é porque votamos errado, e muitos erram conscientemente. Resultado: desgraça atrás de desgraça, passam as eleições e mantemos no cenário de terceiro mundo.

Se é difícil mudar as coisas na política com voto consciente, imagine se deixamos as coisas correr soltas...

Sugiro três passos para mudanças no cenário político: o primeiro é saber que o “mal candidato” não gosta de você por gostar? Como se falasse, ele é meu amigo... Que nada, ele gosta é do seu voto – tanto que aparece somente no ano de eleição, de 04 em 04 anos.

Segundo passo é passar a valorizar o voto. Não tem preço que pague. Pergunto-te: tem preço a sua saúde, a sua segurança, a sua educação, a sua moradia, o seu bem-estar, a sua alma, os seus valores, a sua dignidade, a sua vida?

Portanto, candidato que promete algo em troca, descarte-o, risque-o de suas possibilidades, valorize aquele que tem projetos para seu bairro, para sua cidade, para seu estado, para toda a coletividade.

Terceira sugestão é votar e exigir que o candidato escolhido trabalhe e honre o voto durante os 4 anos de mandato; fiscalizar o político escolhido e eleito é direito.

Compareça às eleições, não vote nulo ou em branco, se comprometa por dias melhores.

Não esqueçamos que o voto é obrigatório, deixar de votar atrai para si sanções legais – vamos todos para as urnas e mostrar a força da nação.


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