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Adriana Ferreira

Estudar

Por Bruno
Estudar

Gleide Andrade (PT), que também é professora,  sugeriu ao senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) que estudasse História. E esta colunista concorda. Como professora, sua sugestão é mais do que válida, pois é preciso, sim, incentivar as pessoas a estudar, e em se tratando de História, deve-se fazê-lo por várias razões, principalmente não repetir os erros do passado e não se deixar enganar. Joseph Goebbels, ministro da Propaganda Nazista, já dizia: “Uma mentira dita mil vezes se torna verdade”.

Lei 6.683/79 – Lei da Anistia -

A Campanha pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita começou com ações esparsas no final da década de 1960 e a partir de 1974/1975 o movimento cresceu e ganhou formas mais articuladas. No dia 28 de agosto de 1979, foi sancionada a Lei da Anistia – Lei 6.683 – pelo então presidente, General João Batista Figueiredo. Assim a campanha se expandiu e se organizou nacionalmente contra o governo militar. A referida lei dispõe em seu artigo 1º:  “É concedida anistia a todos quantos, no período compreendido entre 02 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, cometeram crimes políticos ou conexo com estes, crimes eleitorais, aos que tiveram seus direitos políticos suspensos e aos Servidores da Administração Direta e Indireta, de fundações vinculadas ao poder público, aos servidores dos Poderes Legislativo e Judiciário, aos Militares e aos dirigentes e representantes sindicais, punidos com fundamento em Atos Institucionais e Complementares (vetado). § 1º - Consideram-se conexos, para efeito deste artigo, os crimes de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política. § 2º - Excetuam-se dos benefícios da anistia os que foram condenados pela prática de crimes de terrorismo, assalto, seqüestro e atentado pessoal. § 3º - Terá direito à reversão ao Serviço Público a esposa do militar demitido por Ato Institucional, que foi obrigada a pedir exoneração do respectivo cargo, para poder habilitar-se ao montepio militar, obedecidas as exigências do art. 3º.”

 Beneficiados

Gleide Andrade afirmou ainda que Cleitinho Azevedo cometeu um erro histórico, e que as pessoas foram anistiadas porque foram vítimas da ditadura militar e que muitas delas foram torturadas. Pois bem, outro Azevedo, um querido do PT, Reinaldo Azevedo, em seu artigo https://veja.abril.com.br/coluna/reinaldo/todas-as-pessoas-mortas-por-terroristas-de-esquerda-1-os-19-assassinados-antes-do-ai-5 diz o seguinte: “As esquerdas alegam que o Regime Militar, ao longo de 21 anos, matou 424 dos seus militantes. É um número provavelmente inflado. Mortos comprovados são 293 – os outros constam como “desaparecidos” e se dá de barato que tenham sido mortos por “agentes do regime”. Nessa conta, diga-se, estão quatro militantes da ALN-Molipo que foram mortos pelos próprios companheiros”. Ela também inclui os que morreram de arma na mão no Araguaia – já lembro a lista total. Este post tem outro objetivo. E, antes que prossiga, uma questão de princípio: não deveria ter morrido uma só pessoa depois de rendida pelo Estado. Ponto final. Não há o que discutir sobre este particular.” Bravo!

E acrescenta:

“O que não se diz é que o terrorismo de esquerda matou nada menos de 119 pessoas, muitas delas sem qualquer vinculação com a luta política. Quase ninguém sabe disso. Também se consolidou uma outra brutal inverdade histórica, segundo a qual as ações armadas da esquerda só tiveram início depois do AI-5, de 13 de dezembro de 1968. É como se, antes disso, os esquerdistas tivessem se dedicado apenas à resistência pacífica. Se vocês forem procurar na lista dos indenizados com a Bolsa Ditadura, muitos homicidas estão lá, sendo beneficiados por sua “luta contra a ditadura”. Ou, então, suas respectivas famílias recebem o benefício, e o terrorista é alçado ao panteão dos heróis. Quem fez a lista dos assassinados pela esquerda foi o grupo Terrorismo Nunca Mais. “Ah, lista feita pelo pessoal da direita não vale!!!” E a feita pela extrema esquerda? Vale? Ademais, estes fatos estão devidamente documentados. Ah, sim: PARA AS VÍTIMAS DA ESQUERDA, NÃO HÁ INDENIZAÇÃO. Como vocês sabem, eles não têm nem mesmo direito à memória. Foram apagados da história pela Comissão da Mentira.”  Ah, clicando no link, há a relação de dezenove pessoas que foram mortas pela esquerda, e segundo Reinaldo Azevedo, os homicidas foram agraciados com a Bolsa Ditadura. É preciso mesmo estudar História!

Anistia Ampla, Geral e Irrestrita

A Campanha pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita é reconhecida como o primeiro movimento nacional unificado contra o governo militar, repisa-se, e visava a contemplar 100% dos presos e exilados, e para que não fossem excluídos os guerrilheiros e os terroristas de esquerda – como ocorreu com a lei restrita. Irrestrita ontem, hoje e sempre só para a esquerda, parafraseando Reinaldo Azevedo.

 E 2006?

Naquele ano, liderados pelo petista e afilhado do presidente Lula (PT), Bruno Maranhão, 500 integrantes do MST invadiram a Câmara Federal. Estavam armados de paus e pedras e tinham um passado de violência em suas invasões, inclusive várias mortes. Tentaram se dirigir em massa para o gabinete do presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo. Seguranças e servidores públicos foram selvagemente espancados, ficando dezenas feridos. O coordenador de Segurança, Normando Fernandes, ficou dias em coma, entre a vida e a morte, com afundamento craniano e edema cerebral, em um hospital de Brasília. Foi violentamente agredido com um bloco de pedra. Além disso, os ditos sem-terra destruíram tudo que encontraram pela frente: móveis, obras de arte, equipamentos do departamento médico e até um automóvel que estava no saguão, em rifa beneficente. A polícia, chamada por Aldo Rebelo, deteve cerca de 400 manifestantes (não deteve idosos e crianças), mas foi pressionada pelo governo federal (Lula da Silva estava em seu primeiro mandato) para liberá-los. É preciso mesmo estudar História!

E mais:

Em 2013, houve quebradeira em todo o país com as chamadas ‘Jornadas de Junho’, que incluíram manifestações em todo o Brasil, marcadas por diversos atos de vandalismo, muitos deles protagonizados pelos Black blocs, militantes "protegidos" por roupas e máscaras negras. Em 2014, centenas de pessoas invadiram a cobertura do Congresso Nacional, em Brasília, e gritaram palavras de ordem como "O gigante acordou". Após cerca de cinco horas e um vidro de gabinete quebrado, policiais conseguiram expulsar os manifestantes, usando cassetetes e spray de pimenta – não sem antes serem atingidos por pedras.  Em 2016, ocupação de escolas e universidades. Orientados por adultos ligados a movimentos sociais, jovens ocuparam mais de mil escolas no país. Atos de desordem, uso de drogas, orgias sexuais, inclusive entre menores, e vandalismo foram registrados em várias escolas. Em 2017, organizados pela Central Única dos Trabalhadores  (CUT), 35 mil pessoas protestaram em Brasília, no dia 24 de maio, contra as reformas propostas ao Congresso pelo governo de Michel Temer. Além de confrontar a PM e promover um quebra-quebra generalizado, os manifestantes puseram fogo nos ministérios da Agricultura, Cultura e Fazenda. Os incêndios não deixaram feridos, mas todos os prédios da Esplanada foram evacuados. Em 2020, no geral, as manifestações foram pacíficas. Porém, em São Paulo e Curitiba, houve registros de depredações, confrontos com a polícia. E, em Curitiba, a situação realmente fugiu do controle na área central da cidade. É preciso mesmo estudar História!

Nota 1000

A 4ª Vara Cível, tanto Secretaria do Juízo quanto o gabinete, sob o comando do juiz de Direito Juliano Rodrigues, tem cada vez mais demonstrado respeito ao jurisdicionado por meio do trabalho de qualidade e célere. Também não poderia deixar de anotar e ressaltar o brilhante desempenho do magistrado nas eleições municipais de 2024. Sem subestimar as demais, aplausos de pé a todos que compõem a citada Vara.

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