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Editorial

O povo que pague

O povo que pague

A cada dia, a cada ação, a cada movimento, a cada vídeo postado, está mais nítido, mais claro que os governantes brasileiros estão sendo pagos para manter o caos, nada mais do que isso. Seja no âmbito federal, estadual ou municipal. E, não é preciso ser especialista político para comprovar isso. O caos diário que o brasileiro enfrenta, as lutas dia após dia, a falta do básico é a prova de que os políticos brasileiros deixam a desejar. Uma das comprovações disso, é a turbulência que Minas Gerais está prestes a enfrentar mais uma vez, pela falta de compromisso do Governo do Estado com os servidores, e em consequência, com a população. A reposição da inflação dos salários dos funcionários da segurança pública está em pauta mais uma vez, e as declarações feitas nesta semana pelo secretário de Estado de Fazenda, Luiz Claudio Gomes mostram que o caos está mais perto do que nunca. Incapazes de honrar com suas promessas, os governantes brasileiros chegam a rir da cara do povo com atitudes irresponsáveis. Apesar de ter sido uma de suas maiores promessas de campanha em 2022, a recomposição anual da inflação segue sendo motivo de luta para os servidores estaduais. 

Foi afirmado pelo secretário que o Estado não tem condições de se comprometer com o pagamento de recomposição orçamentária às forças de segurança de Minas Gerais. A declaração, claro, decepcionou novamente o funcionalismo público, e já gera alvoroço na classe. O que mais impressiona nessa situação é prever que os responsáveis vão esperar as paralisações para tomar alguma atitude. Em outras palavras, é a cultura do caos mais uma vez se fazendo viva, presente. Incapazes não só de cumprirem com suas promessas, os representantes do povo se apropriam de um discurso totalmente controverso, e que não soma, e não ajuda em absolutamente nada. Equivocados, não apenas o secretário, mas também Romeu Zema (Novo) já disse em entrevistas, que até pouco tempo estavam com os salários atrasados, referindo-se ao governo de Fernando Pimentel, e que a preocupação básica é ter que manter o salário em dia. Justificativa pífia, pois a verdade é que um erro não justifica o outro. O fato de Pimentel ter castigado os servidores não dá o direito a Zema de não repor a inflação nos salários dos servidores garantida em lei. 

De um lado, ou do outro, a verdade, nua, crua, escancarada para todos é que o povo elege políticos a cada dois anos para que eles trabalhem e mantenham a cultura do caos, sem qualquer medo de reação ou de cobranças dos seus eleitores. A verdade, nua, crua, esfregada na cara do povo é que os governantes não têm medo de agir desta forma. De fazer com que o povo pague uma conta que não é sua. Afinal de contas, apesar de já saberem que esta ação todo ano gera uma reação, manter o caos é mais atrativo, traz votos, e mantém o povo no “cabresto”. A saída neste momento é apenas sentar, e esperar o tumulto começar, pois o “jogo” é exatamente o mesmo ano após ano. E, todos não só sabem o movimento de cada um, como já estão acostumados. Aqui, o caos compensa.

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