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Editorial

Zero atitude 

Zero atitude 

Divinópolis foi a terceira cidade que mais choveu no Brasil neste domingo Mas, apesar de não ter causado grandes estragos, como em janeiro, as águas de março que fecham o verão escancaram o município quanto ao planejamento urbano. A cidade registrou o volume de 41,8 mm de chuva, e mais uma vez diversos pontos ficaram alagados. Pontos esses que já são velhos conhecidos dos divinopolitanos, e revelam que não é apenas o planejamento urbano que é frágil por aqui, mas também as políticas públicas voltadas para a prevenção. Divinópolis tem 112 anos e já passou da hora de ter um plano maior para evitar situações como esta. Claro que é impossível prever a quantidade de chuva que  cairá sobre a cidade. Mas, se o município tiver uma estrutura adequada, os danos são menores.  Situação que não é privativa de Divinópolis, acontece em todo Brasil e pelos mesmos motivos. Ninguém e nenhuma obra, por mais eficiente que seja, é capaz de suportar a fúria da água. Isso é visto praticamente todos os dias, não só no país, mas mundo afora. A culpa não é do gestor de uma cidade, e sim, do aquecimento global que vem mudando até as estações do ano, e não é hoje. Faltou lá atrás, pensar no futuro. Pensar que o mundo iria colapsar com tantos habitantes que não encontraram estrutura adequada, e muito menos foi educada para colaborar. Ao contrário, todo mundo fazendo tudo ao contrário, sem ter a noção que um dia, a situação iria chegar a este ponto. Se boa parte da população de uma cidade do tamanho de Divinópolis, joga lixo na rua, entulho na beira dos córregos, isso quando não é dentro, já faz um estrago danado, imagine a soma disso tudo no mundo. Na Europa, onde em alguns países, os habitantes são mais educados neste sentido, as tragédias são inevitáveis, imagine em um país como o Brasil, subdesenvolvido, onde a Educação nunca foi prioridade? Os gestores pecam sim, e poderiam fazer mais. No entanto, a responsabilidade precisa ser dividida. Pode ser o melhor prefeito, governador ou presidente da República, que investir apenas em obras. Se a população não fizer a sua parte, não adianta. E ela não faz. Isso é escancarado, quando a chuva chega. Muitas vezes, com um volume nem tão grande, e o que se vê é só lixo flutuando e bueiros entupidos. Foram os garis que jogaram? Tem uma coisa que muita gente nem sabe o que é: consciência. Descarta lixo em um local longe da sua casa, porque sabe que não será afetado. O próximo é que se dane. Depois tem a cara de pau de colocar a culpa do poder público. A sua parte que é bom, zero atitude. Jogar a responsabilidade no outro, é sempre mais fácil. A consequência é que a cada período chuvoso, tudo segue exatamente igual. Mesmo que tenham sido feitas reparações e obras. Nunca serão suficientes para suportar tanta falta de respeito e o “nem aí” da maioria. 

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