Prefeitura pagará R$ 11,5 milhões para não reajustar tarifa do transporte público

Da Redação
Apesar das ondas de aumento na tarifa de transporte público pelo Brasil, em Divinópolis não haverá reajuste pelo quinto ano consecutivo. Para manter a decisão que começou em 2021, a Prefeitura desembolsará R$ 11,5 milhões para subsidiar o congelamento do valor. O decreto foi publicado ontem no Diário Oficial.
Montante
O Decreto 16.466/25 regulamenta o congelamento do valor em R$ 3,65 (cartão) e R$ 4,15 (dinheiro). Para manter o valor, a Prefeitura fará três aportes financeiros (dois fixos e um mensal). O Executivo repassará ao consórcio R$ 630 mil mensais, de janeiro a dezembro.
Outros R$ 3,380 milhões serão pagos em parcela única, em janeiro, “a serem divididos entre as empresas consorciadas da forma mais justa e levando-se em consideração a situação das empresas menores”.
Mais R$ 620 mil serão enviados em março, “considerando a data base para reajuste de motoristas e demais colaboradores da concessionária”.
Possível aumento
Conforme anunciado anteriormente pelo prefeito Gleidson Azevedo (Novo) pelas redes sociais, a Prefeitura usará parte da indenização paga pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) ao Município.
— Enquanto a Prefeitura tiver condições de manter o vale-transporte para não subir, a gente vai continuar subsidiando — reforçou.
A tarifa do transporte público em Divinópolis está congelada desde 2020. O Conselho Municipal de Trânsito de Divinópolis (Comutran) sugeriu o valor técnico de R$ 5,40, após a análise das planilhas e dos custos para a aquisição de novos ônibus.
Atualmente, a cobrança da tarifa é de R$ 4,15 em dinheiro e R$ 3,65 no cartão.
A decisão da Prefeitura foi celebrada, em especial, pelos comerciantes. Para a presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Divinópolis, Mônica Simões, a medida beneficia o desenvolvimento econômico.
— Uma excelente notícia, principalmente para os pequenos e médios empresários, que enfrentam desafios diários para manter suas atividades e gerenciar custos, a manutenção do preço da passagem favorece não apenas as empresas, mas também os consumidores, que preservam seu poder de compra, ajudando a movimentar a economia da cidade — afirmou.
Nova empresa
O atual contrato do transporte público termina em 2027. A expectativa é que, entre este ano e o próximo ano, a Prefeitura contrate uma empresa para elaborar a nova modelagem do transporte público para dar início ao processo licitatório.
A ideia é realizar um estudo para definir itinerários e melhorar o atendimento à população, ampliar os corredores prioritários para o transporte coletivo e reduzir a sobreposição de linhas e expandir as áreas de coberturas. As discussões, inclusive com a realização de audiência pública, também devem envolver a possível concessão de novas gratuidades, como para estudantes e pessoas entre 60 a 65 meses.
Consecutivos
O último reajuste do valor do transporte público entrou em vigor em janeiro. Na época, a tarifa subiu de R$ 3,60 para R$ 3,65 (cartão) e de R$ 4,05 para R$ 4,15 (dinheiro).
No último estudo, em 2023, quando a Prefeitura pretendia contratar uma nova empresa antes de ser barrada na Justiça, a previsão era de 135 ônibus, com média de 1.500 viagens em dias úteis, além de 900 aos sábados e 650 aos domingos. A estimativa é que cerca de 357 mil passageiros por mês pagam a tarifa em dinheiro, 1 milhão em cartão e outros 236 usufruem da gratuidade.
A planilha de custos, com data-base de junho daquele ano, também apresenta os valores de custo atual, tanto materiais quanto humanos. É considerado o salário de R$ 2.363,41 para motoristas, R$ 1.885,40 para fiscais e despachantes e R$ 2.363,41 para manutenção. Segundo a secretaria, o custo total é de R$ 4,7 milhões por mês de toda a operação, com custo médio de R$ 4,15 por passageiro.
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