Preto no Branco: Quem será?
Na verdade, não seria quem, como o prefeito Gleidson Azevedo (PSC) disse em entrevista ao programa Bom dia Divinópolis, apresentado por Flaviano Cunha, quando afirmou que tem um ex-prefeito e agora deputado armando contra ele. Mas, na verdade, a pergunta correta seria, quais? O chefe do Executivo não deu "nome aos bois", mas promete "soltar a bomba" no momento certo. Diz ainda se tratar do Hospital Regional, até com travamento de recursos para finalizar a obra, no intuito de prejudicá-lo, caso seja candidato à reeleição. Se referiu a "podridão na política", o que não é segredo para ninguém, guardadas às devidas proporções, é claro. A este PB, Gleidson disse se tratar, na verdade, de duas pessoas, confirmou que estão agindo, sim, e, na hora certa, agirá. Não que esta coluna, pelo menos, não desconfie de quem seja, mas a promessa de revelar é do prefeito, então preferimos aguardar. Isso porque as eleições só acontecem no fim do ano que vem. Imagine o que pode vir à tona daqui até lá.
É hoje
Que os vereadores decidem se acatam ou não, o pedido de cassação de mandato de Diego Espino (PSC). Ele enfrenta mais uma denúncia de infração político-administrativa, a primeira foi no ano passado. A votação está marcada para às 14h, horário da reunião ordinária do Legislativo. A ação é de um cidadão natural de São Gotardo, que acusa o vereador de constrangimento e ameaça de morte. Espino disse se tratar de assunto de cunho pessoal e, por isso, não deveria ser tratado pela Câmara. No entanto, a Casa vai analisar com a presença do suplente do vereador, o advogado Eduardo Augusto Teixeira. Se for igual ao primeiro, Diego já pode se considerar "livre de mais uma enrrascada". Só não se pode esquecer que o número de desafetos do vereador na Casa cresceu.
Um deles
Flávio Marra (Patriota), por exemplo, é um que, se pudesse, evitaria até de se encontrar com Espino na Câmara. Na rua, se os dois estiverem passando do mesmo lado, quem perceber primeiro a presença do outro, muda para o outro lado. Começaram até "amigos" no início da legislatura, mas foram "as turras" várias vezes - quase chegando "às vias de fato". Sendo Marra, inclusive, o autor do primeiro pedido de cassação contra o colega com diversas acusações. Tendo saído livre da primeira, Marra vê, agora, uma nova oportunidade de vingança, e se livrar do rival. Sem falar no fato de Espino ser íntimo do prefeito, a quem Flávio Marra assumiu oposição ferrenha, especialmente, depois de renunciar ao cargo de seu vice-líder no Legislativo. Alega não concordar com a função de puxa-saco de Gleidson, com as decisões dele e os rumos que a gestão tomou. Diante de tudo isso, dá para cravar seu voto.
Segurança nas escolas
A tragédia em Blumenau, Santa Catarina, na semana passada, quando a vida de quatro crianças inocentes foi ceifada, mexeu não somente com o emocional da população de todo país, mas cutucou autoridades no sentido de algo precisa ser feito, e para ontem. Principalmente, por não se tratar de um fato isolado. Ocorrências desta natureza, antes vistas só fora, com predominância nos Estados Unidos, vêm sendo registradas com frequência por aqui em estados diferentes. O que acendeu um alerta mais do que vermelho nas casas legislativas estaduais e nas prefeituras. Já se fala em detectores de metal, mais câmeras e guardas. Medidas de segurança que já deveriam ter sido adotadas desde os primeiros registros. Mas, sempre tem aquele pensamento: “é um fato motivado por isso, aquilo ou aquilo outro”, “está longe de chegar aqui”. Vai empurrando com a barriga até a próxima tragédia, muitas vezes debaixo do nosso nariz. Ainda mais em situações como estas, “prevenir é sempre melhor do que remediar”. Isso quando há remédio capaz de curar o corpo e, especialmente, a alma.
Iniciativas necessárias
Boas medidas e ideias existem. O que precisa agora é serem tiradas do papel. Na Assembleia Legislativa (ALMG), por exemplo, um projeto de lei prevê a criação de um botão do pânico, que emite um alerta de emergência para a unidade policial mais próxima da escola. A sugestão do deputado Douglas Melo (PSD), semelhante àquele que existe nas agências bancárias, está na CCJ e aguarda parecer. O deputado disse que após as últimas ocorrências, pediu celeridade da comissão para a proposta seguir para plenário. Dois fatos chamam atenção aí: a pressa veio só depois do registro e mais uma tragédia e a mania que essas comissões têm de travar análise de projetos, mesmo quando são de extrema importância, apenas por divergências políticas. Espera-se que, pelo menos agora, a vida seja colocada em primeiro lugar.
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
