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Domingos Sávio Calixto

Quatro e meia da madrugada 

Por Bruno
Quatro e meia da madrugada 

CREPÚSCULO DA LEI – ANO VII – CCCLXI

Na madrugada de sexta-feira, 24 de outubro, no interior da Casa Legislativa do povo mineiro, autores de uma ação de subtração, adentraram e conseguiram consumar, em primeiro turno, a tomada da Companhia de Saneamento de Minas Gerais, a valorosa COPASA, para ser entregue a terceiros, empresários amigos.

O plano da ação recebeu o nome de PEC 24 – Projeto de Emenda Constitucional – cuja tática ainda não chegou ao exaurimento.

Embora o líder da ação não estivesse presente, aquele que planejou e organizou, ela foi devidamente executada com perfeição, no período noturno, exatamente como estabelecido, ou seja, enquanto os proprietários do objeto estavam dormindo, em descanso. Coisa organizada, coisa de gangues.

O objeto da subtração é extremamente valioso e rentável. A COPASA apresentou uma receita líquida, em 2024, de sete BILHÕES de reais, equivalente a um crescimento de 6,8% em relação a 2023. Tais números apresentam um lucro líquido de quase UM BILHÃO E MEIO de reais. Em 2025, primeiro semestre, a receita líquida da ESTATAL chegou a quase quatro BILHÕES.

 Ela, a COPASA, é a empresa das mais rentáveis do povo mineiro, altamente lucrativa, e por isso, está sendo alvo de subtração, por gangues empresariais, ligadas ao crime organizado que atua de dentro do governo, nos mesmos moldes da “OPERAÇÃO REJEITO”.

Há elementos suficientes para indicar que a COPASA será subtraída e entregue, tal qual RECEPTAÇÃO, para gangues financeiras da “Faria Lima” – PCC/S.A., graças, fundamentalmente, ao líder da ação, também conhecido como “El Cínico”.

Para além das práticas organizadas desses autores, a ação contra os proprietários – povo de Minas – ensejará a PERDA DO CONTROLE SOBRE UM BEM ESSENCIAL: A ÁGUA.

É óbvio que a água é um recurso estratégico, como também é um direito humano. A subtração da COPASA afetará esse direito, bem como impossibilitará o controle público sobre  seu fornecimento, ou seja, o povo mineiro deixará de ser usuário de sua própria água para se converter em CLIENTE DE ALGUMA EMPRESA EM BUSCA DE LUCRO.

Nesse contexto, as tarifas irão aumentar, já que os INVESTIDORES, diga-se “agiotas do mercado”, passarão a exigir um “retorno” rápido. Isto demandará precarização dos serviços, demissões e sucateamento do fornecimento para cidades menores.

Para qualquer análise, vide casos de São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Tocantins, Alagoas, Bahia e Espírito Santo (ou conferir especificamente casos trágicos de Itu (SP), Rio de Janeiro-RJ, Manaus-AM, Palmas-TO ou Ouro Preto-MG) com graves situações de danos e vítimas decorrentes.

É necessário ressaltar o “modus operandi” dessa ação e desta gangue no interior da casa legislativa dos mineiros: uso da MADRUGADA para a prática de subtração do patrimônio público. Um escárnio!

Deveria todos os envolvidos serem devidamente presos em flagrante, autuados e conduzidos à cela, exatamente como convém a esse tipo qualificado de conduta. Como abutres do bem público, não mereciam outro destino.

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