A todo vapor

A campanha eleitoral para 2026 está a todo vapor. Apesar de a Lei Nº 9.504/1997 prever diversas punições para quem faz campanha antecipada, o que mais se vê por aí são nomes, discursos e articulações já com olho no próximo ano. E, se o cenário que se tem é este hoje, a única saída para os eleitores é estudar e pensar bem nas escolhas que fará nas próximas eleições, onde serão escolhidos: presidente, senadores, deputados federal, estadual e governadores. Estudar é a palavra de ordem no Brasil para depois não ficar por aí nas redes sociais fazendo “textões indignados”, dizendo que por aqui nada funciona. Muito além do que se imagina, a política é mais complexa, bem mais difícil do que as declarações feitas na internet. E, se do “lado de lá” eles estão a todo vapor em suas estratégias para se manter ou para chegar ao poder, do “lado de cá”, onde a vida acontece, e não tem vídeo bonito de rede social capaz de mudar o que se tem nas mãos atualmente, cabe então, averiguar com calma as possibilidades que serão apresentadas em 2026. Afinal, é como dizem por aí “não adianta chorar pelo leite derramado”. Então, se tem-se tempo de mudar, nem que seja um pouco, o atual contexto, então aos eleitores cabe ir à luta por meio da informação.
Por mais que tudo isso pareça a mais pura e cristalina utopia, não existe outro meio de fazer com o que o povo mude, nem que seja um pouco, o seu pensamento, a não ser pela insistência. Pois, de nada adianta votar por votar, e passar quatro anos vivendo tudo exatamente igual, sem grandes avanços e melhorias. Por mais que seja tentador acreditar no discurso mais fácil que apareça pela frente, a verdade é que a conta chega, e quando ela chega, vem bem salgada, e não tem videozinho que mude o caos crônico que o brasileiro enfrenta na saúde, na educação, na infraestrutura, no saneamento básico, na assistência social, na economia, e nos outros setores. De nada adianta votar no primeiro que aparecer pela frente, que muitas vezes sequer sabe o que um governante faz, por se identificar com suas pautas conservadoras e ideológicas, quando a realidade cobra mais, quando a vida real pede mais. Faltam exatos 509 dias para as próximas eleições, e aos eleitores cabe avaliar, estudar, e se desprender das falas ideológicas, que já está mais do que provado, não acrescentam e não melhoram em nada. É preciso sair do imaginário e ir para o mundo real, onde a vida acontece e as exigências são no nível máximo.
Se do “lado de lá” a construção das estratégias está a todo vapor, do “lado de cá” a busca por informações também deve estar. O que faz um deputado? O que faz um senador? O que é o Poder Executivo? O que é o Poder Legislativo? Quais as obrigações de cada um? De nada adianta votar acreditando apenas em um discurso bonito, e que um representante tem o poder de mudar tudo apenas com suas falas, pois não é assim que funciona. Aqui, no mundo real, onde não se tem espaço para o imaginário da internet, a vida cobra, e cobra caro. É preciso analisar, pois depois de eleitos, não tem texto revoltado de rede social capaz de mudar ou melhorar a realidade. A saída é se contentar e aturar os escolhidos por mais quatro anos. Por mais tentador que seja seguir votando como é feito há mais de 30 anos, talvez ainda seja tempo de refletir e reconhecer a importância de um voto consciente, e como ele tem o poder de modificar o cenário de hoje.
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