As barreiras às inovações tecnológicas no combate ao Câncer

Ontem, 8 de junho, encerrou duas pesquisas públicas importantíssimas para os brasileiros, especialmente para a população que sofre ou já sofreu de Câncer.
É sobre a inclusão de novos tratamentos avançados para os cânceres de pulmão, esôfago, mama triplo negativo e de cólo de útero pelo SUS.
O Governo avalia a inclusão da imunoterapia pembrolizumabe como tratamento dos cânceres de pulmão, esôfago, mama triplo negativo e colo do útero no Sistema Único de Saúde (SUS), e para isso exige-se essa consulta pública, que é mais um passo burocrático ao que amplamente está sendo usado pelos outros países.
Há uma iniciativa por parte do Instituto Butantan e o Ministério da Saúde para o estabelecimento da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) da imunoterapia no Brasil, contemplando cinco indicações terapêuticas – uma vez que o tratamento para o câncer de pele melanoma já integra o rol de tecnologias incorporadas pela Conitec desde 2020.
A imunoterapia permite que o próprio sistema de defesa do paciente reconheça as células cancerígenas e as combata, podendo oferecer aos pacientes respostas mais eficazes contra a doença e menor toxicidade.
Pembrolizumabe mudou o paradigma do tratamento do câncer globalmente e tornou-se o medicamento contra câncer mais utilizado no mundo, com possibilidades de aumento de sobrevida e qualidade de vida destes pacientes.
Se tudo se certo, o objetivo é ampliar o acesso de pacientes oncológicos atendidos pelo SUS a terapias inovadoras, especialmente aqueles que hoje dispõem de opções terapêuticas limitadas, como a quimioterapia.
Infelizmente os números são alarmantes no Brasil, estima-se que haja mais de 35 mil novos casos de câncer de pulmão entre homens.
Já para o câncer de mama triplo negativo é um dos subtipos mais agressivos do câncer de mama, frequentemente diagnosticado em mulheres mais jovens, especialmente negras e com menos de 40 anos.
20 mulheres morrem por dia no Brasil por causa do câncer de colo do útero, isso entre as mulheres até os 35 anos.
Já o câncer de esôfago responde por aproximadamente 9 mil óbitos anuais, sendo geralmente identificado em estágio avançado, com alta letalidade mesmo com as terapias disponíveis no SUS.
Pois bem, sabemos que o câncer é uma doença grave e pode matar, mas, sabemos que muitos morrem no meio do tratamento por falta de diagnósticos preventivos e/ou precoce, diante de uma suspeita da doença.
Aqui já lanço uma pergunta: como que Divinópolis, centro de referência ao combate do câncer não temos a oferta GRATUITA e EFETIVA do exame PET-CT? Para quem não conhece ou pouco conhece, como nós, confessamos; é a Tomografia por Emissão de Pósitrons, um exame de imagem avançado que mapeia a atividade metabólica do corpo.
Agora, quanto as terapias já consagradas pelo mundo, especialmente em países mais avançados do que o Brasil, é um escárnio qualquer obstáculo ou que dependamos de consultas públicas, de pesquisas de contraponto, quando que, na verdade, sabemos que os planos de saúde e o próprio SUS não querem é gastar, arcar com os tratamentos, e salvar vidas de terceiros – tenho dito.
E para finalizar, te faço outra pergunta: você soube dessas pesquisas? Acredito que não, isto porque quanto menor o conhecimento da população, menor é a participação da população ao direito fundamental que é a SAUDE DE QUALIDADE.
Eduardo Augusto Silva Teixeira
Advogado
Comentários
Participe da conversa — todos os comentários passam por moderação.
Carregando comentários…
