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Editorial

O futuro deu razão 

O futuro deu razão 

Divinópolis viveu na manhã de ontem, 22, o mais perfeito e absoluto caos, após a interdição da ponte que dá acesso ao bairro Niterói. A princípio a interdição seria só até às 4h, para manutenção na pista e na cabeceira, porém um cano da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), estourou e a confusão estava decretada neste momento. A Companhia foi acionada somente às 5h, e com a ponte interditada, os motoristas que faziam o trajeto bairro/Centro, tiveram como opções apenas as pontes dos bairros Porto Velho e Manoel Valinhas. Bastaram poucas horas para que os divinopolitanos sentissem na pele, e vissem com os seus olhos, a história honrando o ex-prefeito Galileu Machado. Quem precisou passar via Porto Velho, na manhã de ontem, acompanhou de perto os quilômetros de engarrafamento. Viu o caos se instalando na cidade. A fila de carros começou nos fundos do Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), no bairro Niterói, e terminou no semáforo da rua Goiás com a avenida Getúlio Vargas. Um “simples” engarrafamento após uma interdição de ponte, que contou com alguns contratempos, foi necessário para honrar uma história, e deixar a certeza de que talvez o tempo deva mesmo colocar tudo em seu devido lugar. Basta apenas esperar. 

Extremamente criticado por seus opositores, e por parte da população, Galileu enfrentou diversas críticas enquanto prefeito no final dos anos 90 por “só fazer pontes” em Divinópolis. Quem acompanha a política local se recorda como se fosse ontem. Longe, mas muito longe, de ser um exemplo de chefe do Executivo, Galileu Machado, como já de costume no Brasil, teve que lidar com os mais diversos tipos de julgamentos por construir pontes. Mesmo assim, seguiu fazendo obras de interligação na cidade, as quais achava necessárias. Mal ele sabia que seria em uma manhã, do dia 22 de maio de 2025, que sua luta seria honrada e ele confirmaria que tinha razão quando vislumbrou o futuro da “Cidade do Divino”. Que o seu nome seria lembrado. Tudo isso vai de encontro a diversos pontos, porém, talvez o principal deles seja: qual o sentido da sua crítica? É fato que o Brasil está muito longe – mas coloca longe nisso – de ter bons políticos, bons representantes. Mas, é fato também que a população se acostumou a viver no modo automático de reclamação e não consegue direcionar os seus esforços para o que realmente vale a pena. Se de um lado Galileu cometeu diversos erros, entre os acertos, está a construção das pontes que interligam Divinópolis, que foi duramente criticada por parte da população. 

Bastaram algumas horas para provar para a população que além de ter criticado algo que é essencial para o funcionamento da cidade, a sua energia foi gasta em vão. É mais do que urgente que o povo abandone esse comportamento de criticar de forma crônica, sem um fundamento, sem embasamento, apenas pelo prazer de fazê-lo. Passou da hora da população  entender de uma vez por todas, que entre erros há os acertos, e que somente as cobranças, bem feitas, e bem articuladas surtem efeito. Do contrário é tudo em vão. Esse tipo de comportamento não leva a lugar nenhum. Isso foi provado na manhã de ontem.

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