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A Câmara de Divinópolis realizou na noite desta segunda-feira, uma audiência pública para discutir as obras de melhorias que deverão ser feitas no entorno do futuro Hospital Público Regional. Como de costume, a participação da população foi baixíssima, e até mesmo dos vereadores da Casa. Nada fora do normal. Porém, o que chamou a atenção desta vez não foi apenas a importância da pauta, mas o seu tamanho quando o assunto foi “destrinchado” pelos participantes. Muito além de concluir a obra e entregar à população, todo o contexto que envolve o hospital é grande e complexo, e envolve diversos setores da cidade, não apenas a saúde. Trânsito, segurança pública, assistência social, operações urbanas, transporte público são apenas algumas das áreas envolvidas, e que deverão apresentar projetos, estudos, e impactos que a obra trará para a cidade. É como dizem por aí: “atrás de morro tem morro”. Sim! Enquanto os olhares se voltam “apenas” para a conclusão da construção, o que não falta é trabalho a ser feito, para que a população receba o mínimo, e os impactos desta obra sejam administrados da melhor maneira possível. Porém, dentro deste universo chamado “construção do Hospital Público Regional”, há algo interessante a ser também debatido: o desinteresse do povo.
Sem qualquer tipo de adesão ou interesse à pautas políticas, a população usa de forma errada o seu direito de cobrar dos governantes. Sem qualquer tipo de participação em assuntos de extrema importância, e que envolvem o coletivo, o povo perde ótimas oportunidades de entender sobre os processos, como acontecerão, e o que deve e pode ser cobrado dos governantes. E, é justamente neste ponto, de total desinteresse que os representantes brasileiros “crescem e nadam de braçada”. Da mesma forma que foi dito neste espaço no ano passado, antes das eleições que o povo deveria votar como as vagas no SUS fossem faltar, como se suas casas fossem alagar, é preciso dizer: é necessário acompanhar como se as obras do Hospital Público Regional envolvessem muito além da entrega de um hospital. É preciso acompanhar como uma pauta, que envolve diversos outros setores. É preciso acompanhar como se o futuro da cidade dependesse disso. É preciso acompanhar e entender para cobrar. Afinal, já não é mais possível deixar a “água rolar”, e depois lá na frente apenas cobrar – e muitas vezes de maneira equivocada – dos governantes, e repetir os velhos discursos de que “político é tudo igual”, e que “aqui não vira nada”.
Uma Câmara mais uma vez vazia, mais uma vez carente de seu povo, quando uma pauta de extrema importância era discutida. O retrato do Brasil não é dos melhores. Quando a própria população não tem interesse pelo o que está acontecendo ao seu redor, o jeito é se contentar com o pouco mesmo, e repetir aquele já conhecido comportamento: não sei o que está acontecendo, não conheço o processo, e vou apenas usar o meu direito de reclamar e dizer que por aqui tudo está perdido. De fato, não dá para sonhar alto neste país, a falta do grito do povo nos corredores do parlamento denunciam, a saída é se contentar com o raso, com o que é oferecido! Se está pouco, então está bom.
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