A moral das organizações midiáticas: “Ultra silvam non eundum est”

CREPÚSCULO DA LEI - ANO VIII – CCCLXIX
Desde o mito da criação do homem e da mulher, a árvore do conhecimento do bem e do mal se lhes foi apresentada pela não aproximação e intocabilidade.
Neste pressuposto, fica desde já demonstrada uma incapacidade humana de conceber diretamente o fruto desta árvore, ou seja, o conhecimento do bem e do mal talvez não deva ser considerado pelo seu fruto em si, mas pelo fato de se tratar de uma árvore qualquer, escolhida a esmo na composição de um grande jardim.
Considerando-se que a composição de um grande jardim somente é possível pela existência de diversas outras árvores, pode-se entender que o limite do conhecimento humano sobre o bem e o mal tem origem na proibição de escolha de uma árvore qualquer para estabelecer as bases da formação moral da criação.
Sob esse aspecto, conviver no jardim com um conjunto de árvores, sabendo que uma delas tem o fruto proibido, dá a entender daí as bases originais da moral humana, no sentido de que a distinção entre o bem e o mal não se dará pelo “comer” diretamente o fruto da árvore, mas por conviver com essa proibição diante de um jardim que possui outras árvores.
A árvore do conhecimento, como estratégia divina, não traz conhecimento algum, apenas coloca à prova a obediência humana e seus princípios.
Assim sendo, a moral se constitui em um conjunto de distinções, valores, princípios e regras que orientam o comportamento humano entre o correto e o errado. Nesse sentido, para que houvesse uma moral, seria necessária uma regra original que não pudesse ser violada. A regra moral não ocorre diretamente pela sua árvore, mas pelos frutos e consequências da convivência com a regra.
Eis então que a moral é uma grande floresta de frutos de princípios da vida, e da qual não se concebe compreensão mediante árvores isoladas. Nenhuma árvore pode se sobrepor à floresta. Como corolário, grupos menores criam suas próprias árvores e seus próprios frutos para anunciarem falsamente o conhecimento do bem e do mal.
Daí chega-se aos frutos midiáticos, às árvores de quintal das organizações de notícias, da imprensa nacional, fazendo surgir a pergunta: que tipo de moral tais grupos acham que dominam? Na realidade, são corruptos, mentirosos, saqueadores, nascidos nos anos da ditadura. Com suas notícias falsas, são espúrios, fornicadores da verdade, bestas das portas do Hades, infames por inteiro, anais de vermes.
Pois que saibam toda essa mídia global e seus asseclas daqui, que peidam pela boca e pedem um novo golpe: a árvore de vocês é maldita e seu fruto é venenoso. Não vingarão!
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