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Editorial

‘No mundo da lua’ 

‘No mundo da lua’ 

Divinópolis definitivamente precisa ser estudada. Mesmo longe de ser uma das melhores cidades para se viver em Minas Gerais, título que perdeu no início dos anos 2000, e com vários problemas em diversas áreas, tem um Poder Legislativo que muitas vezes parece viver “no mundo da lua”. O Município tem pouco mais de 230 mil habitantes, e o que não faltam são problemas a serem solucionados. Mas nem mesmo os desafios que a cidade precisa superar para voltar a desenvolver são capazes de fazer com que a Câmara de Divinópolis se oriente e tenha um rumo. Enquanto Divinópolis se sustenta em promessas e ilusões, alguns parlamentares insistem em trabalhar pautas que passam longe de suas obrigações, e se distanciam cada vez mais da busca de melhorias para a população nas mais diversas áreas, trazendo a sensação que firmaram residência no “mundo da lua”. A sorte desses vereadores, que estão focados em temas que vão até mesmo contra a Constituição Federal é que como o povo é limitado intelectualmente, e tem se contentado com o raso, então qualquer discurso que vá de encontro com o que acreditam já está de bom tamanho. Porém, é impossível perceber este movimento da atual legislatura e não questionar: o que sobrará da cidade no final desses quatro anos?

O Agora trouxe neste espaço ontem a situação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que cheio das promessas foi reeleito em 2022, mas hoje, ao fazer os servidores públicos estaduais irem para as ruas para protestar por recomposição salarial – que é garantida a todo trabalhador pela Constituição Federal – e descumprindo aquela que foi uma das suas principais promessas de campanha, prova que o Estado não evoluiu. Está exatamente no mesmo lugar. E, Divinópolis, claro, não está longe desse mesmo contexto. Aproveitando-se da carência da população, e da incapacidade de raciocínio de grande parte dela, alguns parlamentares têm usado e abusado desta situação, e se “escondido” por trás de discursos rasos e fracos, e pautas que passam longe de serem a solução para o que a população tanto precisa. Se escorando em temas nacionais, ao qual os vereadores têm sequer capacidade para legislar, eles seguem “mostrando” que estão trabalhando, quando na verdade estão apenas se aproveitando da falta de educação de qualidade no país, que pode dar ao povo a capacidade de questionar, e de fazer com que esses discursos rasos não sejam mais suficientes. 

Apesar de ser desolador, a verdade é que a atuação da 26ª Legislatura não foge muito ao que é esperado, assim como o comportamento dos divinopolitanos. Afinal, quando um ⁠povo não tem educação, nem instrução, ele é manipulável, pois jamais conseguirá indagar sobre democracia, despesas públicas, saúde, erário público, igualdade, justiça social, liberdade, prestação de contas, progresso, segurança, separação de poderes, transparência, tolerância e tantos outros fenômenos sociais e mundiais. Então, o que resta para Divinópolis é apenas que cada morador pegue o seu banquinho e se sente no “mundo da lua”, pois os problemas por aqui continuarão exatamente no mesmo lugar. Pois, as pautas nacionais, onde nenhum vereador tem capacidade de legislar continuarão “enchendo a barriga” do povo.

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