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Editorial

Se os bastidores falassem…

Se os bastidores falassem…

O período eleitoral de 2024 mal acabou, e o de 2026 está longe de chegar, e o Ministério Público Eleitoral (MPE) já foi acionado para governantes que, ao que tudo indica, já estão vivendo a disputa do próximo ano. Sim! Apesar das regras, das proibições, das leis eleitorais, dos crimes eleitorais, o que não faltam são pessoas por aí já falando nas Eleições 2026, na maior naturalidade, fingindo costume. A deputada estadual Lohanna França (PV) acionou o Ministério Público Eleitoral após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) sugerir que Mateus Simões seja seu sucessor. Conforme a parlamentar, o chefe do Executivo teria feito uma campanha eleitoral antecipada ao fazer tal sugestão de sucessão. Mas, o fato é que este é apenas um entre tantos outros casos de campanha antecipada que estão acontecendo Brasil afora. Em Divinópolis então, nem se fala. Os bastidores da Câmara e da Prefeitura têm muito a dizer. Ao que parece todo o plano já está traçado, e as “cabeças” já estão marcadas. Quem sai, quem fica, quem entra. O jogo já está formado. Quem é federal, quem é estadual, que segue aqui, e quem segue ali. Fingindo total costume, os governantes seguem cometendo diversas irregularidades, indo ao contrário do que determina a lei, e de cumprir com suas obrigações enquanto representantes do povo. 

Alguns mal foram eleitos, mal venceram o pleito de 2024, e já começaram uma sutil caminhada pelo Centro-Oeste de Minas, em busca de uma cadeira na Câmara dos Deputados. Ah, se os bastidores falassem. E, o mais interessante, é que essa leve caminhada começa a ser feita de mãos dadas com quem tem uma cadeira aqui, na Câmara Municipal. Além dos crimes eleitorais cometidos, o cenário mostra que os governantes não querem trabalhar em prol do povo. A população segue em último lugar na lista de prioridades. O que importa mesmo é o poder. O que querem mesmo é seguir com os projetos de cunhos pessoais. Trabalhar em causa própria. Legislar em causa própria. O povo tem apenas um lugar neste jogo: o de massa de manobra. E, ele entra somente quando o calendário permite, e são manipulados da forma como os candidatos querem. Até lá, a estratégia é usar as carências, criar medo, e fazer a jornada do herói para conquistar os votos para alcançar suas metas. Tudo segue exatamente igual. Como em 1994, como em 1998, e por aí vai. 

O que desola é saber que os brasileiros estão longe de sair deste ciclo, pois não têm conhecimento, educação e capacidade de raciocínio para entender todo este jogo que está enraizado no país. Não tem saída. E, tudo isso deixa claro a quem interessa manter o povo com essa limitação intelectual, amarrado e com viseira. O jogo já começou, e todos seguem fingindo costume. Determinam as peças de 2026 com a maior naturalidade. Enquanto as cidades aguardam por trabalho e resultado, os governantes seguem com o pensamento apenas no pleito do próximo ano. Afinal, isso interessa mais do que cumprir com suas obrigações. O povo se acostumou com o raso, com o discurso fácil, e já finge costume com os crimes eleitorais cometidos em plena luz do dia. 2026 é logo ali, né?

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