Golpes, golpes, e mais golpes

Segundo pesquisa feita pelo Senado Federal em 2024, um em cada quatro brasileiros já perdeu dinheiro em algum golpe digital nos últimos 12 meses. Em 2025, com certeza, esses números são ainda maiores, vitimando especialmente os mais fracos, os hipossuficientes, aqueles abarcados pelo inciso VIII do artigo 6º do Código Defesa do Consumidor. Jovens entre 16 a 25 anos, pessoas sem experiência em negócios/contratos, pessoas analfabetas e de baixa escolaridade, pessoas com deficiências, idosos, doentes, endividados, esses públicos sofrem todo assédio pelos fraudadores, exemplo, Golpe dos Aposentados e Pensionistas do INSS.
Interessante com essa pesquisa que os fraudadores não prestigiam um certo gênero, pois os números de pesquisados equivalem em porcentagem igual entre mulheres e homens. Os golpes são tantos e variados que não dá para comentar sobre todos eles nessa coluna. Assim, vamos dividir nosso artigo em duas partes e buscar passar algumas informações sobre as modalidades de golpes no Brasil.
Bilhete premiado
O golpista entra em contato dizendo que ganhou na loteria, mas que não pode resgatar o prêmio. Então, oferece que a vítima fique com a premiação, desde que pague um valor menor pelo bilhete supostamente premiado.
Boleto falso
O criminoso observa o comportamento da vítima na internet, identificando seus interesses e preferências. Em seguida, emite um documento fraudulento, como boletos de viagens, consórcios, operadoras de telefonia ou até mesmo de instituições religiosas. A fatura falsa é enviada por e-mail e, sem perceber o golpe, a vítima realiza o pagamento.
Falsa Central de Atendimento
A vítima recebe uma ligação ou mensagem de criminosos se passando por uma instituição financeira e alegando que uma compra de valor elevado foi realizada em seu cartão. Durante a conversa, eles solicitam a confirmação de dados pessoais, que podem ser usados em fraudes.
Falso empréstimo
A vítima recebe uma ligação de uma suposta instituição financeira oferecendo crédito com condições atrativas. O golpista solicita os dados pessoais para realizar um cadastro e, além de coletá-los, informa que será necessário pagar taxas e impostos.
Falso PIX
O estelionatário realiza um PIX por engano para a conta da vítima e, logo em seguida, entra em contato pedindo que o valor seja devolvido para outra conta. Além disso, ele solicita o estorno junto ao banco. Ou seja, o valor pode ser retirado da conta da vítima mesmo após a devolução.
Saidinha de banco
A pessoa idosa, com dificuldade de utilizar o caixa eletrônico, pede ou aceita ajuda de um desconhecido, que pode ser um golpista. Ao prestar "auxílio", o criminoso coleta dados pessoais, além de número, senha e código de segurança do cartão.
Cartão retido no caixa eletrônico
Uma armadilha que prende o cartão é instalada no caixa eletrônico. O golpista, então, se aproxima fingindo ser funcionário do banco e oferece ajuda, coletando os dados do cartão e da vítima.
Falso sequestro
Os golpistas fazem uma ligação aleatória e, ao atender, a pessoa ouve gritos, choro e pedidos de socorro simulando que um familiar foi sequestrado. Em seguida, exigem um pagamento para garantir a vida e segurança da suposta vítima.
No próximo artigo, vamos falar dos golpes de troca de cartão, sites falsos, WhatsApp clonado, processo judicial, falso namorado, maquininha, motoboy, parente com o carro quebrado, dentre outros.
Eduardo Augusto Silva Teixeira - Advogado
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